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Você se ama?

Por Glória Barreto

 

Culturalmente, temos um padrão de beleza pré-estabelecido. Qualquer pessoa tem na ponta da língua a resposta para o que mais lhe agrada ou não no próprio corpo. Conseguimos elencar nossos atributos físicos, destacando as partes que gostamos ou não. Sabemos explicar quais as curvas que uma mulher deveria possuir, temos em mente o porte ideal esperado pelos homens e, mentalmente, identificamos partes que gostaríamos de mudar: altura, cabelo, pele, dentes, abdômen e por aí vai.

Ter a aparência em dia tem sido um investimento real. Segundo a estimativa do Instituto Data Popular, no ano passado, os brasileiros gastaram R$ 59,9 bilhões com higiene e beleza. A pesquisa relacionou os valores aos consumidores e obteve o seguinte resultado: 34% classe alta, 49% classe média e 17% classe baixa. Ou seja, independente da renda, as pessoas querem ter boa apresentação pessoal.

Beleza interior

Não há problema algum em se esforçar para ser mais belo(a), porém, quero aprofundar um pouco mais a questão e perguntar se você gosta do que você é “por dentro”. Você aprecia seu humor, seu caráter, seus pensamentos, a forma com que trata os outros? Agora ficou mais difícil, não foi? Aposto que sim.

Um dos motivos desta complexidade é que mudanças emocionais e comportamentais são bem mais demoradas. Não dá para “maquiar” a impaciência, nem implantar prótese de caráter. Mudar um comportamento é resultado de um trabalho constante, consequência da luta interna e consciente entre querer e dever. E como não há intervenção cirúrgica para isso, precisamos nos esforçar.

Quando o assunto é mudar de hábitos costumo passar duas dicas para os alunos, mas creio que servem para todos nós:

1º – Diga com quem andas

O psicanalista Freud disse que “o caráter de um homem é formado pelas pessoas que escolheu para conviver”. Andar com pessoas que possuem maus hábitos certamente não irá tornar você uma pessoa melhor. É preciso ser seletivo com as companhias, porque em pouco tempo você estará mais parecido com elas.

Já viu aqueles casais que convivem há tantos anos que fisicamente parecem ser irmãos? Ou aquelas crianças que tem comportamentos extremamente maduros porque só convivem com adultos? Somos influenciados em todas as idades e, assim, adultos, jovens, adolescentes e crianças tornam-se semelhantes àqueles com quem possuem constante interação.

2º – Bons hábitos começam com pequenas atitudes

Para ser alguém melhor no futuro é necessário começar agir hoje. Pequenas iniciativas farão grandes diferenças. Como diz o pensamento de Tihamer Toth: “Semeia um pensamento e colherás um desejo; semeia um desejo e colherás a ação; semeia a ação e colherás um hábito; semeia o hábito e colherás o caráter”. Isso funciona para tudo, hábitos alimentares, acadêmicos, profissionais e emocionais. Quer ir bem na prova no final do mês? Comece estudando hoje, um pouco a cada dia. Quer emagrecer alguns quilos? Comece cuidando dos gramas.

Estabeleça hoje mesmo o projeto de ser alguém melhor. Alguém que você admire. Amar-se é estar de bem consigo “por dentro” e “por fora”. Alem de que este esforço também é um benefício para as pessoas que lhe cercam. Afinal, amar o próximo é um reflexo do amor a si mesmo.

 

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