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Reportagem do Fantástico mostra situação precária de escolas públicas. E o Maranhão de novo na lista dos piores.

Neste domingo (09), a Rede Globo levou ao ar no Fantástico uma reportagem especial sobre a situação precária de escolas públicas nos estados de Alagoas, Pernambuco e Maranhão. Tinha de ter o Maranhão no meio. Escolas sem a menor condição possível, sem água potável, sem banheiro e, pasme, até sem sala de aula. Como pode?

Isso é uma escola (?)

Diferente do que mostra nas propagandas o governo do Maranhão, o Fantástico expôs a real situação em que se encontram muitas escolas pelo interior do estado. E nem adianta virem dizer que é matéria comprada, direcionada, com cunho político, blá, blá, blá. O critério utilizado para produzir a reportagem é claro, objetivo e nada tem a ver com lado político ou partidário. Os repórteres percorreram escolas públicas dos estados que tiveram as médias mais baixas no Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa). E lá está o Maranhão, de novo ocupando lugar vergonhoso, com uma das médias mais baixas.

Em Códó, a 292 km de São Luis, alunos fazem sua necessidades fisiológicas no mato, assim como os professores, e bebem água suja, barrenta, de um filtro de barro. Crianças caminham 35 minutos por um estrada de terra para chegar a escola que nem paredes tem e o piso é de “chão batido”. A carteiras estão quebradas e afundam no chão. Tem aluno que até cai da carteira, principalmente os menores, da educação infantil”, diz uma moradora de Codó.

Coincidência ou desgraça mesmo, a escola municipal Divina Providência, em Codó, existe há 50 anos, mesmo tempo de mando e desmando da família Sarney no estado do Maranhão. A manutenção é feita por um morador antigo da cidade. É o seu Deusdeth quem tira as goteiras, arruma as paredes. Foi ele quem construiu a escola 50 anos atrás.

A reportagem serve para desmarcar “o melhor governo da minha vida” prometido por Roseana Sarney. E desmente a propaganda institucional do estado que insiste em um “Maranhão europeu”, que só existe na imaginação dos publicitários e marqueteiros contratados a peso de ouro para mostrar o “novo Maranhão” prometido desde que Sarney foi eleito governador em 1965.

Nota mental: as desculpas dos governistas já está ensaiada: “é uma situação que acontece não só no Maranhão”, “é uma escola municipal, de responsabilidade do município”, blá, blá, blá. Terceirizar responsabilidades, eles sabem fazer isso.

Para ver a reportagem completa, acesse aqui o site do Fantástico

 

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