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Polícia para quem precisa de polícia.

É impressionante a demora da Polícia Militar em atender alguma ocorrência. Seja ela de qualquer natureza. Quem é que já não ficou um dia inteiro esperando uma viatura pra fazer levantamento pericial em local de acidente de trânsito? Por duas vezes já tive essa infeliz experiência.

Nem quando a ocorrência é mais grave pode-se contar com um pouco mais de agilidade e boa vontade. Sim, boa vontade também.

Sabe o que é ligar para o 190 às 7 da noite depois de flagrar sua casa arrombada, com os bandidos ainda dentro do imóvel, armados, arrumando as coisas pra levar, sem saber que você tá do lado de fora ligando pra polícia, e só chegar uma viatura após a meia noite, muito depois dos bandidos sairem pela porta da frente de arma em punho e debochando da sua cara? Eu sei.

E os “puliça” chegam ainda como se tivessem fazendo um favor, ou como se fosse um abuso da nossa parte incomodá-los. Sempre com uma cara de “meu salário não justifica isso”.

E não vou aqui fazer média e dizer que não se pode generalizar, bla, bla, bla. Pois eu ainda não tive a sorte de cruzar com outro tipo que não esse. Quando isso acontcer, vou fazer a média. A única coisa que posso dizer é que esse é um problema da polícia no Brasil todo. Li uma matéria sobre assalto a banco em São Paulo onde a viatura demorou 35 minutos pra chegar ao local.

No Rio uma Ótica foi assaltada, e, embora o alarme tenha sido acionado pela empresa de segurança que monitora o estabelecimento, sendo a Polícia Militar comunicada duas vezes da ocorrência, os policiais só chegaram ao local após a fuga dos bandidos que permaneceram por lá por cerca de 40 minutos segundo relato das pessoas que foram roubadas. Isso quando chega, né?

Imagine numa solicitação de ajuda urgente quando sob ameaça de ato criminoso, ou em ocorrências de crimes em caráter de urgência quando a vida está efetivamente em risco, como é o caso de sequestro relâmpago – que parece que tá na moda em São Luis.

Na verdade não há muito o que fazer. Qualquer alternativa não seria uma solução real. O que tá errado é o modelo de polícia no Brasil. Mas isso é outro assunto.

E enquanto isso não se resolve, temos de contar mesmo é com o que tá aí: policiais mal remunerados, mal treinados, mal equipados, muitas vezes mal educados e fora de forma, usando óculos de Sylvester Stallone e se achando o todo-poderoso dentro da farda da polícia. É tanto mal, hein?

Só resta rezar.

By Jeisael Marx

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