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Pasquim da família Sarney ataca secretário de Transparência

Pasquim da família Sarney ataca Rodrigo Lago

Extamente num momento em que resultados de auditorias que comprometem membros do clã Sarney começam a ser divulgados, o pasquim jornal O Estado do Maranhão publica matéria requentada neste domingo (22) envolvendo o nome do secretário de Estado de Transparência e Controle, Rodrigo Lago. Coincidência? Claro que não.

As auditorias deverão revelar irregularidades, falcatruas e, provavelmente, crimes ou ilegalidades cometidas por gestores do governo de Roseana Sarney, que poderão resultar, inclusive, em processos criminais que culminem com a prisão de gente graúda do clã. Gente que meteu as mãos onde não deveria. Eles sabem disso tudo.

Além de acusarem o golpe, os sarneyzistas dão mostras de seu modus operandi quando são pegos “com as calças nas mãos”. A estratégia é sempre a mesma: “a melhor defesa é o ataque” ou querer mostrar que “quem nos acusa é igual a nós”. Estão tentando macular a imagem do secretário Rodrigo por conta do trabalho sério que vem desenvolvendo à frente da pasta que tem também a responsabilidade de investigar malfeitos da gestão passada.

A determinação do governador Flávio Dino é que a Secretaria de Transparência e Controle (STC) atue intensamente para tornar o governo do Maranhão referência no combate à corrupção no país. Trabalho já reconhecido, que resultou no convite do Conselho Nacional de Controle Interno para a STC integrar o Projeto de Apoio ao Fortalecimento do Controle Interno no Brasil do Banco Mundial. (Reveja aqui)

Sem poder questionar a seriedade dos trabalhos desenvolvidos pela secretaria, a estratégia do grupo oligárquico que por muito tempo dominou a política local é atacar pessoalmente o gestor da pasta, numa tentativa de desqualificar seu trabalho, como estratégia de defesa.

A própria manchete usada pelo pasquim familiar é ridícula. “Acusam” o secretário de ter sido “investigado”. Ora, “investigado”. Sequer foi acusado, ou indiciado, ou processado, ou condenado. Mas, os jornalistas fazem um joguinho de palavras na matéria toda para levar o leitor a imaginar que há algo de errado em alguém que já foi “investigado” estar à frente de uma secretaria tão importante quanto a STC. Pura retórica barata que só denuncia o estado de medo vivido pelo grupo Sarney diante da eminente devassa nos seus malfeitos.

O Caso

O factoide requentado pelo pasquim é de 2006 e envolve o nome do pai do secretário Rodrigo, o Sr. Aderson Lago, que chegou a ser denunciado por um suposto esquema de desvios. Aderson respondeu e foi absolvido em 3 processos distintos, sendo que uma das ações já foi, inclusive, arquivada.

Em 2009, pouco depois da cassação do governador Jackson Lago (PDT), Roseana Sarney (PMDB), já sentada na cadeira número 1 do Palácio dos Leões, inventou a Comissão de Investigação de Crimes Contra o Erário, cuja a principal finalidade era perseguir ex-secretários de estado da gestão pedetista naquilo que fosse possível e impossível.

Jackson foi cassado em abril de 2009, a comissão criada em maio, e, simplesmente, destituída 5 meses depois. Durante esse tempo, Aderson Lago por várias vezes foi convocado para prestar depoimento. Após responder a vários processos, nem mesmo a polícia do governo Roseana Sarney que integrava a tal comissão teve coragem de indiciá-lo.

Fato curioso é que quando Aderson Lago reuniu documentos com uma série de denúncias contra Roseana para dar entrada na comissão criada por ela para investigar crimes contra o erário, resolveram encerrar os trabalhos dessa comissão. Coincidência ou não, até a estrutura física, um pequeno prédio anexo à Secretaria de Segurança Pública do Estado, foi demolida.

No momento em que Aderson tentara protocolar a representação das denúncias contra a então governadora Roseana Sarney, o delegado recusou-se a receber porque a comissão, simplesmente, havia sido destituída.

 

 

 

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