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Padre da Pastoral Carcerária recebia “boquinha” de Roseana Sarney

Diz o velho adágio popular que o pior cego é aquele que não quer ver. E que a pior mentira é enganar a si próprio. Em qual dos dois casos se encaixa o padre Roberto Perez Cordova, da Pastoral Carcerária? Seria o padre o pior cego ou estaria mentindo para si mesmo? Explico porque o questionamento, caro leitor.

Ignorando a mais pura e cristalina realidade de melhora no Sistema Penitenciário do Maranhão, que não teve rebelião e acabou com as degolas, o nobre padre Roberto Perez anda dizendo por onde vai, em reuniões, fóruns de movimentos sociais, que a situação atual é pior que a de antes nas cadeias do Maranhão.

Não é preciso ser um gênio para notar a diferença desde o início do ano. O sistema melhorou sensivelmente, fato comprovado, inclusive, por uma comissão de deputados federais que visitou o Complexo de Pedrinhas na última semana. Não tem rebelião, as mortes diminuíram em mais de 60% e as fugas também.

Então, por que o padre tanto critica o trabalho da Secretaria de Administração Penitenciária? Por que o padre acha que o atual secretário Murilo Andrade não presta e bom mesmo era o ex-secretário de Roseana Sarney, Sebastião Uchoa? Mesmo sabendo que na época de Uchoa Pedrinhas era o caldeirão do inferno, com fugas ao vivo pela televisão, presos mandando queimar ônibus aqui fora, facções criminosas mandando e desmando no presídio.

O padre Roberto Perez Cordova deve achar que na época era melhor por uma única razão: o salário de R$ 2.376,00 que ele recebia como funcionário de Pedrinhas. Sim, caro leitor. O padre nem é o pior cego nem está mentindo para si mesmo. O padre está é com saudades do salário que recebia através de uma empresa terceirizada de onde foi demitido no dia 28 de março de 2015, depois de descoberto que ele recebia sem trabalhar.

O pior é que ele prestou serviço de coordenação religiosa para uma empresa terceirizada, alvo de tantas críticas que os movimentos dos Direitos Humanos fizeram ao sistema penitenciário. Na visão dos especialistas, um dos maiores problemas de Pedrinhas é a contratação dessas empresas que não preparam seus funcionários. Mas agora se sabe que o tal “padre do movimento social” recebia por uma delas, talvez para não criticar o então secretário e a ex-governadora Roseana Sarney.

Seu padre, se omitir diante de injustiças é pecado; e receber salário sem trabalhar, também…

 

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