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Os “bocas-pretas”

Há uma tentativa desesperada de minimizar as medidas anunciadas por Flávio Dino já nos primeiros momentos como governador do Maranhão. Há, inclusive, quem diga que são desnecessárias ou que poderiam ficar para depois.

Os “bocas-pretas” servem apenas como aves agourentas, torcem para que tudo dê errado. Apressam-se em declarar o fracasso de um governo que mal começou. Estão cobrando, como se por um milagre fosse possível, que as soluções sejam dadas num estalar de dedos. Que os decretos assinados surtam efeitos mágicos, imediatos.

Ao mesmo tempo que exigem soluções para o amontoado de problemas instalados no estado e que, segundo eles, requerem rápidas soluções, assumem a mentira que contaram o tempo todo ao afirmar que no Maranhão tudo estava bem. De outro modo, explicitam sua total incompetência de gerir o estado por décadas e décadas, e, ainda assim, entregá-lo com esse amontoado de problemas para os quais, agora, querem solução imediata, em 2 dias ou quatro anos que seja.

Entregaram o estado com o menor número de policiais por habitantes do Brasil. E criticam o anúncio do novo governador da convocação de 1.000 aprovados no concurso da PMMA.

Entregaram o estado com o segundo pior IDH – Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil. E criticam a criação do programa “Mais IDH”, que visa mudar essa realidade.

Acostumaram-se a marcar o bens do estado com seus nomes, tal qual um cachorro demarca território. E criticam a iniciativa do novo governo que visa cumprir apenas preceitos legais de proibir nomes de pessoas vivas em bens públicos. A isso chamam de “apagar da história o nome dos Sarneys”. Oxalá seja possível apagar se não o nome, mas os males que fizeram ao estado ao longo de quase 50 anos de dominação.

Cometeram imoralidades e ilegalidades, limparam os cofres do governo, beneficiaram amigos e parentes com recursos públicos e envolveram o nome do Maranhão e da própria ex-governadora em esquema de propinas investigado pela Polícia Federal. E criticam o fato de o novo governo anular pagamentos suspeitos feitos a toque de caixa no fim do governo anterior, suspender pagamento de precatórios, além de anunciar auditorias para verificar ilegalidades em secretarias importantes.

Se esbaldavam em festas nababescas, regadas a uísque importado, champanhes, queijos finos, caviar e lagosta. Por isso criticam a intenção do novo governo de vender o símbolo de toda essa ostentação, que é a Casa de Veraneio.

Torceram o nariz até para o fato de o Teatro Artur Azevedo ter sido escolhido para a posse dos secretários de estado. Realizar o evento nesse espaço público, que para eles sempre teve status de espaço de nobres, cedido a amigos do poder, foi mais um ato simbólico do novo governo.

Na verdade, agora que 'a ficha está caindo'. Os “bocas-pretas” representam um grupo que não se preparou para perder o poder. Acostumados a ter a coisa pública como se particular fosse, usurpavam aquilo que é, por direito, do povo. O que lhes resta agora é torcer pelo pior e tentar desacreditar cada nova medida anunciada pelo novo governo. Os cães ladram e a caravana passa. Os “bocas-pretas” esperneiam enquanto o estado inicia uma fase de profundas mudanças, que começam com os primeiros passos dados em direção ao futuro pelo novo governador.

 

 

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