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O que se pode extrair das palavras de Joaquim Haickel

Texto de Joaquim Nagib Haickel publicado em blogs governistas confirma exatamente o que tem sido dito aqui no blog.

1 – Grupo governista está mais perdido que cego em tiroteio:

Joaquim“Constatamos que o grupo do qual fazemos parte, (…) vem, ao longo do tempo, cometendo erros graves.” “Chegamos a um impasse que nos coloca em uma situação bastante delicada, mas acredito que ainda haja uma saída. Uma única.”

2 – A saída é o “consenso” que Roseana quer: empurrar Luis Fernando goela abaixo via “golpe” na Assembleia:

Joaquim – “O melhor caminho para elegermos o nosso candidato a governador é colocá-lo desde já à frente da administração deste mesmo governo.”

4 – Para isso, Arnaldo Melo está sendo pressionado:

Joaquim “Para que Luís Fernando seja o governador eleito pela Assembleia (…) precisa-se que o presidente da ALM entenda e aceite que, se ele não abrir mão de sua candidatura de governador para um mandato de nove meses, isso não irá acontecer e aí… Nem mel nem cabaça.”

5 – As escolhas deles têm sido entre as “menos piores”. E a ameaça a Arnaldo continua:

Joaquim“Se Arnaldo e os deputados que o querem ver nos Leões, não abrirem mão de suas posições, Roseana permanecerá no cargo e tentará eleger Luís Fernando. É claro que esse não é o melhor cenário, mas é menos pior que os outros que se apresentam.”

 

Para bom espremedor, meia laranja basta. Mas, se o suco ainda está azedo, um pouco de açúcar. As palavras de Haickel desmantelam o discurso dos porta-vozes de Roseana Sarney que insistem em dizer que ela optou por ficar no governo. Não existe opção. O texto de Joaquim confirma, não há escolha. Por outro lado, Roseana vai sim abandonar o governo no último momento do prazo se houver possibilidade de eleger o “poste” Luis Fernando pelo “golpe”. Até os momentos finais, seguuuuura, Arnaldo. É pressão.

O grupo está “arregando”, de joelhos, pedindo por favor, Arnaldo!. Falar em acordo de cavalheiros a essa altura é como oferecer dois passarinhos voando pra quem tem um na mão. Se é pra arriscar, Arnaldo prefere petiscar. O texto de Nagib pede confiança quando o que mais existe é desconfiança no grupo.

Por que Roseana tirou Washington Macaxeira do caminho? Confiava muito nele? Pééééé! Resposta errada.

Por que Roseana não quer Arnaldo Melo governador-tampão? Confia muito nele? Pééééé!

Por que os deputados preferem Arnaldo a Luis Fernando? Confiam em Luis Fernando? Pééééé!

Por que então confiar agora num “acordo de cavalheiros” proposto por Haickel?

“Precisa-se de um acordo de cavalheiros. Entre pessoas honradas. Com fiadores de crédito reconhecido na praça e no mundo político, capazes de garantir com segurança que Roseana possa deixar o governo para se candidatar ao Senado; que Luís Fernando seja eleito governador na ALM; que o vice seja indicado por Arnaldo e por seus deputados mais chegados; que no novo governo, se abra espaço para que o presidente da ALM e esses deputados indiquem alguns importantes secretários de estado; que no ano que vem, depois do governador eleito, da Assembleia refeita, fique desde logo acertado a recondução de Arnaldo Melo para a presidência do Legislativo maranhense.”

Ora, Joaquim, como confiar nesse “nosso” grupo onde “nos últimos anos faltou-nos a vontade de conversar com os políticos, até porque os políticos também mudaram, passaram a não querer apenas conversar ou simples promessas, ou compromissos não cumpridos. Passaram a exigir participação no governo, nas decisões, emendas parlamentares…”

Vejam, alguém do próprio grupo falando em promessas e compromissos não cumpridos com os próprios “aliados”. Não adianta agora lamentar a falta de confiança.

Joaquim sugere que se confie em Luis Fernando e Roseana, mas já deixa a brecha pra Luis Fernando fugir de quaisquer compromissos e permanecer “apenas na conversa”, “simples promessas” e “acordos não cumpridos”:Se Luís Fernando não cumprir os acordos estará dando motivo para os demais descumprirem sua parte nele, se bandeando para o lado adversário, fato que muito possivelmente decidiria a eleição.”

Ah! bem, existe um “se”. Dois pássaros voando ou um na mão? É, tá chegando a hora da vaca desconhecer o bezerro! Ou seria do bezerro desmamar?

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