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Fernando Sarney pode ser investigado pelo FBI por irregularidades na CBF

O empresário Fernando Sarney, vice-presidente da CBF – Confederação Brasileira de Futebol, pode ser investigado pelo FBI (Federal Bureau of Investigation), a Polícia Federal dos Estados Unidos, no bojo da operação deflagrada nesta quarta-feira (27) e que levou à prisão o presidente da CBF, José Maria Marin.

O filho de José Sarney, responsável pelos negócios da família, foi indicado para o cargo de vice-presidente da CBF pelo grupo de Marin, que foi detido com outros seis dirigentes da Fifa pela polícia suíça em uma operação surpresa, realizada a pedido do FBI.

Os cartolas ligados a Fernando Sarney são investigados pela Justiça americana em um suposto esquema de corrupção. Segundo as agências de notícias internacionais, os promotores dos Estados Unidos indiciaram o grupo de Marin e cinco executivos de mídia e promoções esportivas por atuaram em esquemas de suborno envolvendo mais de 150 milhões de dólares em duas décadas.

Fernando Sarney, que está há 17 anos na CBF, pode estar envolvido no núcleo do esquema de suborno detectado pelo FBI. Ele é ligado a CBF desde 1998, quando assumiu o cargo de diretor de Relações Governamentais, onde não recebia remuneração.

A situação mudou quando José Maria Marin assumiu a confederação no lugar de Ricardo Teixeira após a renúncia do ex-presidente em 2013, quando passou a pagar R$ 10 mil mensais a Fernando Sarney sob título de “verba de representação”. O dinheiro da remuneração pode ter origem nos subornos orquestrados por Marin dentro da CBF.

 

 

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