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Eliziane Gama quer “chutar o pau da barraca”, mas pretende sair como vítima

A deputada federal eleita Eliziane Gama (PPS) já disse e não esconde de ninguém que vai ser candidata à prefeita de São Luís em 2016. Gama acha que tem a faca e o queijo na mão e acredita mesmo que a próxima chefe do executivo é ela. Baseada em pesquisas que a colocam na frente de qualquer outro possível candidato, inclusive o atual prefeito, a deputada sabe que somente isso não basta. Ou não sabe? Às vezes dá a impressão que não sabe não.

Eliziane tem metido os pés pelas mãos e parece que desaprendeu fazer política. Há quem diga que nunca soube e que o tipo de política que é com tática de guerrilha. Sempre bem votada na capital, a deputada saiu das urnas em 2014 com votação consagradora em mais uma eleição proporcional depois de surpreender na eleição de 2012 como candidata a prefeita, sem grupo e sem estrutura.

Mas, nada disso é garantia de vitória para uma eventual disputa majoritária em 2016. A política é dinâmica e uma eleição pode não ter nada a ver com a(s) anterior(es). É preciso mexer as peças certas no momento certo. Neste momento, o que Gama tem feito são movimentos errados. Repete erros que marcaram suas decisões como política: se posiciona na hora errada; insegura, ninguém escreve o que ela diz.

Sabedora de que precisa ocupar espaços e formar grupo para enfrentar o prefeito Edivaldo Holanda Jr., Eliziane declarou guerra aos companheiros de partido que ocupam cargos na administração municipal. Muito cedo, hein? Com a oportunidade de indicação para a Secretaria de Cultura do Estado, Eliziane achou que poderia controlar a pasta e fazer dela um trampolim para seu projeto. Ouviu quem não devia, teve os planos frustrados e acabou numa queda de braço com a secretaria Ester Marques.

Agora, ao que parece, Eliziane anda muito incomodada com o espaço (ou a falta) dentro do grupo político que ascendeu ao poder. Tudo que ela queria neste momento era “chutar o pau da barraca”. Só que pretende sair como vítima. O caminho ela já costura.

A Nota emitida pelo PPS, partido da deputada, sobre o que ela chama de “informações infundadas e plantadas diariamente na imprensa e nas redes sociais”, é um recado ao governador Flávio Dino, uma provocação sutil à espera de um rompimento, que, certamente, não virá desse lado. Diz que, “mesmo tendo feito anteriormente a indicação da titular da Secretaria de Estado da Cultura”, não é mais responsável pela pasta. E finaliza, sugerindo diálogo do governador “com as forças políticas que contribuíram para sua vitória”, não sem antes, é claro, lembrar que Eliziane abriu mão de ser candidata ao governo em 2014. Entenderam o recado? Sutil e claro.

O caminho rumo à cadeira número 1 do executivo municipal é complicado neste momento para a deputada. Pressentindo dificuldades maiores ainda, o melhor caminho, julga ela (ou tem ouvido de alguém), seria se afastar do grupo ao qual ainda faz parte. Então, por que ela não rompe de uma vez e trilha um caminho diferente? Certamente, quer a oportunidade de sair como vítima. Se Eliziane Gama quer romper, terá de sujar as mãos e não sairá como inocente.

 

 

 

 

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