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E agora, Arnaldo? Roberto Costa revela que Roseana Sarney fica no governo até abril

O deputado Roberto Costa (PMDB) falou com um grupo de jornalistas sobre os problemas enfrentados pelo grupo do qual faz parte numa eventual eleição indireta na Assembleia Legislativa. Na tentativa de passar uma tranquilidade que, de verdade, não existe dentro do clã pelo menos até agora, Costa disse que a questão da candidatura de Luis Fernando está consolidada.

Foi mais uma conversa descontraída com os jornalistas que cobrem o Poder Legislativo do que de fato uma entrevista. Mas, na condição de dirigente do PMDB, não se pode encarar as revelações de Costa sem o peso da intenção do discurso: o que ele falou tem objetivo de minimizar o quadro enfrentado pelo seu grupo político.

Ora, o que faz o velho Sarney no Maranhão articulando reuniões e mais reuniões com aliados? É um forte indício do tamanho do abacaxi que o PMDB tem para descascar. O deputado Roberto Costa disse que a decisão sobre quem substituirá Roseana no governo após ela abandonar o Palácio será tomada pelo grupo e que o governador a ser eleito indiretamente será o que melhor representar os interesses do coletivo.

Conversa pra boi dormir, o que Roseana Sarney quer é empurrar goela abaixo o secretário-candidato Luis Fernando. É isso que eles chamam de “interesse do coletivo”, é isso que eles chama de “consenso”. A vontade de Roseana Sarney é dar o golpe e eleger o “lanterninha” das pesquisas sem o voto do povo.

Ainda na tentativa de fazer média, Costa disse que o presidente Arnaldo Melo também é aliado e tem toda a confiança do grupo. Mais uma bravata. Arnaldo Melo causa mais medo do que confiança atualmente. Ele tem sido a principal pedra no sapato de Roseana Sarney e, inclusive, vítima de várias “chantagens” através de jornalistas ligados aos Sarney.

Tanto é certo, que a informação dada pelo deputado de que teve uma conversa com a governadora sobre prazo para desincompatibilização do cargo, é também um recado para Arnaldo. Segundo o parlamentar, Roseana pretende ficar até o limite, ou seja, início de abril, no cargo. Isso é uma tentativa de pressionar Arnaldo, colocando-o numa sinuca de bico, onde correria o risco de ficar inelegível ao assumir ou permanecer no governo a partir de 5 de abril.

Nesse caso, Melo ficaria inelegível para qualquer cargo que não o de governador nas eleições de outubro. Mas, aí é que o tiro pode sair pela culatra. Se a atual situação na Assembleia se mantiver até a data da eleição indireta, Arnaldo tem tudo para ser eleito governador tampão. Ele tá bem articulado com seus pares. E, se a visita de Sarney neste carnaval não mudar o quadro, é “tchau xárli brau” para o “consenso” de Roseana Sarney. Ou então, ela que fique 'quietinha' no governo até o fim do ano pra tentar eleger seu pupilo com o voto do povo. Aí, a pedreira é grande.

 

 

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