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Direito dos Manos X Direitos Humanos: uma resposta à Pedrosa e Rafael

Diante de operações em que bandidos tombam em confronto com a Polícia, não é incomum aparecerem as famosas CDH's de todos os cantos com voz ativa na defesa dos marginais. As CDH's são as Comissões de Direitos Humanos.

Nos últimos dias, os bandidos têm quebrado a cara em troca de tiros com policiais que estão cumprindo o seu dever de defender a sociedade. Adivinhem só quem já apareceu falando em Direitos dos manos Humanos? O Sr. Luís Antônio Pedrosa, presidente da CDH da OAB – Ordem dos advogados do Brasil.

Deixo abaixo a resposta para o Sr. Pedrosa e seu vice Rafael Silva, escrita pelo presidente da Associação das Esposas, Familiares e Amigos de Policiais e Bombeiros Militares do Maranhão – ASEFAPBM

 

Por Luís Fernando Arruda de Carvalho

Em primeiro lugar, como de costume, quando faço um comentário mais contundente, não represento neste momento minha Associação nem nenhuma outra militar, esta é minha opinião pessoal.

Agora, quanto às colocações dos representantes dos direitos humanos, bom… Conheço pessoalmente o Rafael e Pedrosa, são pessoas excelentes e os tenho em alta estima. Portanto, o que direi agora nao é de forma alguma um ataque pessoal.

Nós últimos 3 anos, eu tenho a honra de dar alento às familias dos policiais caídos na pior hora. Mesmo sem saber o que dizer, estou presente e junto às familias dos policiais vítimas de violência. É um momento doloroso, no qual vemos a consequência de um trabalho digno e o descaso do estado com um heroi, coisa que temos esperança na mudança recente. Mas, durante esse trabalho extenuante e voluntário que executo, nunca vi meus colegas presentes. Nunca os vi ao meu lado falando com uma viúva militar ou amparando uma orfã da violência dos bandidos contra um policial.

Me dou ao luxo de chamá-los de colegas porque, apesar de não ter terminado meu curso de direito por motivos de saúde e financeiros, também milito nos Direitos Humanos.

A diferença entre nós, caros colegas, é que defendo os direitos humanos dos humanos direitos e não o direito dos manos.

Também acredito que vivemos em regime democrático de direito e que as leis devem ser respeitadas. Mas, sou realista, percebo o caos em que vivemos e luto contra a inversão de valores onde um cidadão de bem e um policial, seu defensor, são passados pra trás na distribuição de discursos protetivos. Na vitimização do chacal.

Vossas senhorias defendem o agressor e eu o protetor da sociedade. Não digo que um líder comunitário agredido por um policial não mereça defesa. Um pobre operário humilhado por uma guarnição não mereca respeito. Longe de mim. Existe o bom e o mau em todas as instituições, e a PM não é composta de anjos celestiais. Mas, quando eu vejo defender assaltantes que foram mortos, isso me revolta.

Sim, sou defensor de direitos, principalmente do direito a vida, que é o bem supremo de cada um, mas onde estava, senhores, essa indignação quando ontem o pai de família, ao ser assaltado, correu pra dentro de casa seguido pelos assaltantes e foi alvejado com um tiro na cabeca? Eles só queriam o carro, por que perseguir e matar? Ou há 15 dias, quando uma senhora, ao ser assaltada, correu pra dentro da casa mais próxima, fechou a porta e os bandidos, em represália, abriram fogo e acertaram a dona da casa que saía do banho assustada, também na cabeca? Pra que matar? Porque matar? Não ví os senhores em visita ao seu leito. Esses dois estão vivos ainda, no socorrão 2, mas estão ambos desenganados. Eu os convido a me acompanhar e acalentar suas famílias.

Portanto, me sinto muito à vontade de dizer que, quando um agressor da sociedade se arma para matar, deve morrer. Morrendo o agressor, sobrevive a vitima. Com a morte de um desses assassinos, quantos pais de familia terão a vida poupada? Bandido não anda armado para se defender, ele anda armado pra matar. E quando ele levanta a mão contra o escudo da sociedade, o policial, deve sim morrer. Mil vezes ele antes do policial, uma vez que ferido ele voltará a ter saúde e matará novamente e preso sairá para matar rapidamente.

Quando os senhores me disserem que não existe pena de morte no Brasil, vou lhes lembrar dos 1500 maranhenses condenados à morte sem julgamento no ano passado, vou lhes lembrar dos policias covardemente assassinados. Sim, bandidos tem direitos. O primeiro deles é nao roubar e o segundo é não matar. É so quando ele abre mão desses direitos que corre risco. Se fizerem isso e, ainda assim, forem mortos por policiais, mudo meu discurso e me junto aos senhores. Mas, enquanto houver bandidos armados prontos a matar para satisfazer suas vontades nojentas e abjetas eu estarei defendendo a quem defende a sociedade.

Prof fernando. Diretor de Comunicacao da ASEFAPBM.

 

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