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Carros engolidos pela maré: de quem é o prejuízo?

A todo custo, os motoristas que tiveram seus veículos engolidos pelo mar na praia do Meio, em São Luis, no feriado de 1º de janeiro, querem tirar o seu da reta transferir a responsabilidade a terceiros. Já se ouviu e se viu de tudo em termos de desculpas, principalmente nas redes sociais, daqueles que querem tirar o prejuízo do bolso das costas o peso da responsabilidade.

Já “culparam” a Polícia Militar, que estaria fazendo uma blitz no local, o que teria dificultado a saída dos carros; “culparam” um acidente que teria ocorrido na única via de saída, onde a SMTT (?) não teria chegado a tempo de desobstruí-la; “culparam” até a prefeitura de Ribamar por não construir vias para veículos na praia; enfim, a criatividade é grande.

Mas, as “ideias criativas” para culpar os outros fugir da responsabilidade tem uma razão de ser: as seguradoras não cobrem danos e prejuízos nesses casos.

Pode estrebuchar, chorar, espernear, buscar desculpas bem mais elaboradas que não adianta. As seguradoras têm cláusulas específicas que determinam onde os veículos devem trafegar para, em caso de acidentes, terem o direito ao seguro, e a faixa de areia não está incluída. Azar de quem teve a ideia idiota infeliz de colocar o carro na praia.

E tem mais, os donos de bares, que são informados dos horários das marés e suas variações do ano inteiro, avisaram com antecedência os banhistas e proprietários de veículos. Segundo relatos de alguns deles, teve muita gente que se fez de surdo ignorou o aviso e deixou pra retirar o carro na última hora.

Com uma única via de acesso à faixa de areia, foi impossível fugir da água quando se deram conta da merda a maré encheu rapidamente.

Trocando em miúdos, a responsabilidade é só de quem entrou com seu carro na faixa de areia. Ponto final.

 

EM TEMPO: Apesar do ocorrido, os veículos continuam circulando na areia das praias do Araçagy e Meio, e poderão circular até o dia 31 de março, quando será cumprida uma determinação do Ministério Público, que inclui a construção de vias exclusivas para carros e urbanização dos locais. A determinação ocorreu devido a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com prefeitura de Ribamar sobre a discussão de obras de melhorias nas praias.

 

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