Publicidade

Chega de “mi mi mi”

Por Glória Barreto

É muito difícil conviver com pessoas que se fazem de vítima o tempo todo. Principalmente, porque elas nunca estão erradas.

A encomenda foi feita com semanas de antecedência, mas o prazo não é cumprido. A culpa? É de um fornecedor, do entregador, de um acidente. No final das contas, falta compromisso e sobram desculpas com esse tipo gente.

É oportuno, claro, lembrar que existem imprevistos, mas quando eles se tornam constantes, dá para desconfiar.

A origem do problema

Pessoas que não costumam arcar com suas responsabilidades tendem a colocar-se como vítimas das situações. Uma atitude que, geralmente, aprendem a desempenhar na infância, quando seus pais tentam amenizar o mal comportamento do filho atribuindo-a à má influência dos avós, ou da babá, ou dos filhos do vizinho, e assim por diante.

Esse mal também acontece na escola. Dificilmente os pais procuram os professores para agradecer o bom desempenho de seus filhos, entretanto quando uma criança tira notas baixas, a lista de culpados é enorme: “o professor não explicou direito”, “ele está perseguindo meu filho”, “tem tarefa demais”, “tem pouca tarefa”… É sempre alguém que precisa mudar, porque seu filho, ah, seu filho é um “mártir” e nunca é o responsável.

Infelizmente, este comportamento tende a continuar na vida adulta. O jovem torna-se relapso em suas tarefas e, se perde o emprego, sai falando mal do patrão e da empresa. A esposa deixa o marido “louco” e vive chorando, afinal, se ela é a coitadinha, ao pobre coitado sobrou o papel de vilão.

Assumindo a culpa

Quando você convive com estas “vítimas”, mais cedo ou mais tarde ela te transforma no culpado. E provavelmente se uma pessoa com este perfil estiver lendo este artigo, vai conseguir enxergar dezenas de colegas que se enquadram neste papel, dificilmente vai enxergar a si mesmo.

Independente de qual seja seu comportamento pregresso, o ideal é que você sempre assuma sua parte de responsabilidade.

• Foi mal nas provas? Preste mais atenção às aulas, dedique mais tempo ao estudo da disciplina.

• Não está feliz com seu casamento? Não fique criticando seu cônjuge, procure listar atitudes que você pode ter para melhorar seu casamento, demonstrando interesse prático de construir mudanças.

• Perdeu o emprego? Veja quais foram as observações positivas e negativas feitas sobre seu desempenho, continue a fortalecer seus pontos fortes e trabalhe para minimizar suas deficiências.

Já diz o ditado que “o pior cego é aquele que não quer ver”. Quem atribui aos outros responsabilidades que lhe pertencem, não evolui, porque não vê como pode melhorar.

Não seja um negativista, e encare de frente suas debilidades. Quando “pisar na bola”, conte a verdade. Provavelmente, na próxima oportunidade seu empenho em cumprir um acordo será diferente, e seu caráter trará a você mesmo muito orgulho! “Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história”, diz Augusto Cury.

 

 

 

 

Busca