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Bomba! Surge cópia de cheque usado em esquema de agiotagem na Câmara de São Luis

Surge o que pode ser a principal prova do esquema de agiotagem na Câmara de Vereadores de São Luis. A cópia de um cheque da conta da Casa que teria sido utilizado numa operação envolvendo um empresário numa operação de empréstimo de dinheiro com o comando da Câmara.

Datado do dia 28 de novembro de 2013, o cheque é bem gordo. Nada menos que 1 milhão, 163 mil e 500 reais. Assinado pelo presidente da Câmara, vereador Isaías Pereira, o Pereirinha (PSL), e pelo diretor financeiro José Almir Valente Costa, o cheque foi depositado na conta da empresa Construserv, mas, foi devolvido. O “borrachudo” teria sido dado ao empresário pela gerente do Bradesco Raimunda Célia, que está foragida, numa intermediação de negócio realizado entre o empresário e o presidente Pereirinha.

O dinheiro teria sido emprestado e depositado em contas de terceiros indicadas pela direção da Casa. A transação teria ocorrido alguns dias antes de estourar o esquema. No final do ano passado, quando a imprensa focou no assunto, o presidente Pereirinha se afastou de licença médica e não tem dado um piu sobre o assunto.

A gerente do Bradesco está foragida. A polícia civil entrou pesado no caso e as investigações estão sob o comando do delegado Augusto Barros. A estimativa é de que pelo menos R$ 30 milhões tenham sido movimentados, envolvendo cerca de 14 vereadores. Esses números podem ser maiores. Dizem que tem até deputado no rolo.

Tem vereador tomando remédio de pressão pra aguentar o tranco. A cobra vai fumar. Depois de brincar o pré-carnaval, mesmo de licença médica, Pereirinha volta à Câmara após o carnaval, que ninguém é de ferro, e, quem sabe, abra o bico sobre o assunto. Por enquanto, sua boca é um túmulo.

A ex-gerente do Bradesco que operava o esquema é peça fundamental para o caso, mas, foragida, deixa os veadores numa situação mais confortável, por enquanto. O delegado responsável pediu a quebra de sigilo de várias pessoas envolvidas, mas as investigações correm em segredo. Compreende-se o cuidado do delegado em repassar informações à imprensa, até porque tem muito jornalista que pegou um cala-boca do “esquema” e não tocou mais no assunto. Ninguém sabe o que esse tipo de “jornalista” pode fazer com as informações das investigações.

 

 

 

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