
Um levantamento divulgado pelo Datafolha nesta sexta-feira (3), identificou que a maioria dos brasileiros de 16 anos ou mais, voltou a se identificar majoritariamente com o campo da direita ou centro-direita, pontuando 44%. Já os que optam pela esquerda são 39%. No centro, 17%.
O perfil ideológico também varia conforme o gênero. Entre os homens, 50% foram classificados à direita e 33% à esquerda. Entre as mulheres, a esquerda aparece à frente, com 44%, enquanto a direita soma 37%.

Segundo o instituto, é a primeira vez desde 2014 que a direita aparece numericamente à frente da esquerda. Naquele ano, durante o governo Dilma Rousseff (PT), a direita reunia 45% dos entrevistados, enquanto a esquerda registrava 35%.
Ao todo, foram dez perguntas sobre comportamento, envolvendo temas como armas, pobreza, criminalidade, homossexualidade e religião, e outras seis sobre economia, relacionadas a impostos e legislação trabalhista.
Entre as questões comportamentais, a maior mudança ocorreu na percepção sobre a pobreza. A parcela dos entrevistados que atribui a pobreza à “preguiça de pessoas que não querem trabalhar” passou de 22% para 40%. Já aqueles que a associam à falta de oportunidades iguais caíram de 76% para 58%, embora essa continue sendo a posição majoritária.
A pesquisa foi realizada presencialmente nos dias 17 e 18 de junho com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-09956/2026.

Após uma das maiores intervenções das últimas três décadas, o Teatro Arthur Azevedo foi reinaugurado pelo na última sexta-feira, 3 de julho, em São Luís-MA.
Esta foi a maior reforma realizada no espaço nos últimos 30 anos, numa obra que preservou as características históricas do prédio e modernizou toda a estrutura para receber artistas e público com mais conforto, segurança e acessibilidade.
A intervenção incluiu a restauração das fachadas, pinturas, lustre histórico, esquadrias e elementos originais do teatro, além da renovação completa da caixa cênica.
Entregue pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão, a reforma do teatro também modernizou os sistemas de climatização, iluminação, sonorização, combate a incêndio e geração de energia, além da reativação do elevador do fosso da orquestra, que estava desativado há 18 anos.
Outro destaque foi a implantação de acessibilidade em todo o equipamento, com rampas, plataformas elevatórias, piso tátil, sinalização em Braille, sanitários adaptados, espaços reservados para pessoas com deficiência e adequações nos camarins, bilheteria e demais ambientes.

Durante a cerimônia, Brandão destacou que a revitalização integra um conjunto de investimentos no Centro Histórico de São Luís: “Essa é uma das 22 obras que estamos realizando para fortalecer o turismo, valorizar a cultura e oferecer mais oportunidades para os artistas. Pela primeira vez, o Teatro Arthur Azevedo é totalmente acessível, garantindo inclusão e respeito às pessoas com deficiência”, afirmou o governador.
O diretor-geral do teatro, César Boaes, ressaltou a importância da entrega para a cultura maranhense: “É um dia de celebração para os artistas e para toda a população. O Teatro Arthur Azevedo está mais democrático, humanizado e preparado para receber grandes produções, preservando sua história e ampliando o acesso de todos”, disse.
Como parte da programação de reabertura, o teatro recebe neste sábado (4) um concerto gratuito da Orquestra Filarmônica do Maranhão, com participação especial da cantora Alcione. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria do teatro, conforme a capacidade do espaço.
Fundado em 1817, o Teatro Arthur Azevedo é o segundo mais antigo em funcionamento no Brasil e um dos principais patrimônios históricos e culturais do Maranhão. A reforma marca uma nova fase para o equipamento, aliando preservação histórica, tecnologia e acessibilidade.

Duas caminhonetes foram vistas em Imperatriz nesta sexta-feira (3), com adesivos contendo uma dobradinha entre Eduardo Braide (PSD) para o Governo do Maranhão e Lahesio Bonfim (Novo) para o Senado. Mesmo não havendo uma aliança devidamente formalizada, existem entusiastas desta parceria.
No mesmo adesivo, ainda há a presença de Ricardo Seidel. O vereador que é do mesmo partido de Braide e aliado de primeira hora do ex-prefeito de São Luís, foi um dos primeiros a declarar seu apoio oficialmente à jornada de Bonfim rumo a Câmara Alta.
Lahesio tem recebido apoios dos mais variados espéctros ideológicos, indo do grupo do governador Carlos Brandão, passando por aliados de Felipe Camarão e chegando enfim ao campo de Eduardo Braide. Contudo, Bonfim tem dito à aliados que sua essência não teria mudado, e que tem recebido estes apoios com tranquilidade, não fechando portas para eventuais composições.
O recente anúncio do Governo do Estado sobre um suposto reajuste de 20% para policiais e bombeiros militares gerou revolta entre profissionais da segurança pública e provocou reações no plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão. Um dos parlamentares a se posicionar sobre o assunto foi o deputado Fernando Braide (Solidariedade), que criticou a forma como o governo tem lidado com a categoria e cobrou respeito aos profissionais que arriscam a vida diariamente em defesa da população.
Durante seu discurso, Braide afirmou que o governador mais uma vez tenta enganar a população, utilizando números manipulados para tentar criar uma imagem positiva diante de uma medida que, na prática, não corresponde ao que foi anunciado. “Ele mesmo já admitiu que não são 20%, mas sim apenas 14%. Isso gera indignação, porque os militares esperam reconhecimento real, não propaganda”, afirmou.
Fernando Braide também pontuou que o discurso do governo não condiz com a realidade fiscal do estado. Ele destacou que, nos últimos anos, o Maranhão passou por sucessivos aumentos de impostos, o que garantiu alta na arrecadação estadual, mas não se refletiu em melhorias efetivas na valorização do servidor. “O governador aumentou o ICMS, aumentou arrecadação, mas e agora? Cadê esse dinheiro?”, questionou.
Ao final do discurso, o deputado reforçou a necessidade de que o governo revise o projeto e conceda os 20% integrais aos militares. “Se ele quer mesmo se destacar na segurança pública, tem aqui a oportunidade de se retratar”, concluiu.
Na última terça-feira (6), o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, fez um anúncio importante para os aposentados e pensionistas que foram vítimas de fraudes que resultaram em descontos indevidos em seus benefícios. Em uma coletiva de imprensa, Waller Júnior informou que os valores descontados de forma irregular serão ressarcidos diretamente nas contas bancárias onde os beneficiários recebem seus pagamentos.
O presidente do INSS destacou que a medida visa reparar os danos causados aos segurados, que enfrentaram dificuldades financeiras em decorrência das fraudes. Segundo ele, a instituição está comprometida em garantir a segurança e a integridade dos benefícios pagos aos seus segurados, além de reforçar a importância da transparência nas operações do órgão.
O processo de ressarcimento será realizado de forma automática, o que significa que os aposentados e pensionistas não precisarão tomar nenhuma ação adicional para receber os valores devidos. O INSS está trabalhando para que o pagamento ocorra de maneira rápida e eficiente, minimizando o impacto negativo que os descontos indevidos causaram na vida dos beneficiários.
Além disso, Waller Júnior enfatizou que o INSS está implementando medidas de segurança mais rigorosas para prevenir novas fraudes e proteger os direitos dos segurados. A instituição também está promovendo campanhas de conscientização para informar os beneficiários sobre como identificar e denunciar possíveis irregularidades.
Com essa iniciativa, o INSS reafirma seu compromisso com a justiça e a proteção dos direitos dos aposentados e pensionistas, assegurando que todos os beneficiários possam contar com a integridade de seus pagamentos.
A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) intensificará nesta semana a articulação para obter as 27 assinaturas para a Proposta de Emenda à Constituição, de sua autoria, que reduz de 44 horas para 36 a escala semanal de trabalho no país.
A proposta foi anunciada pela parlamentar no dia 1° de maio. E de lá para cá o projeto ganhou repercussão nacional.
Com a proposta de Eliziane, o Senado entrou oficialmente nas discussões sobre uma realidade que já é presente em diversos países: reduzir a jornada do trabalho, com a respectiva manutenção da remuneração.
“A jornada 4×3 abrirá espaços para que trabalhadores e empresas possam se reciclar, recorrendo a iniciativas que conectem as novas gerações às tecnologias emergentes, uma exigência da economia e das sociedades. Mais tempo livre poderia ensejar ainda práticas de empreendedorismo, uma nova fronteira no mundo atual”, justifica a parlamentar maranhense.
A PEC de Eliziane que prevê o limite máximo de 8 horas por dia de trabalho segue a mesma linha de outros projetos apresentados na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, reforçando a bandeira da jornada semanal de 36 horas.
Países como Canadá, França, Argentina, Coreia do Sul, Alemanha e Austrália tem jornadas de trabalho inferiores a 40 horas por semana.
“Muitas empresas brasileiras já adotam a jornada de 36 horas, sem afetar estruturalmente seus negócios. Economistas avaliam que jornadas menores geram mais empregos, renda e demanda, criando um espiral positivo para a economia”, acrescentou Eliziane Gama.
A parlamentar pretende levar o tema para apreciação do Colégio de Líderes do Senado, que ocorrerá na quinta-feira.