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Uma Nova Moeda

Por Jeisael Marx

Imagine chegar numa loja de carros e comprar o modelo que você quer usando milhares de balinhas de diversos sabores e milhares de caixinhas de goma de mascar. Maravilha, não? De repente chamar o eletricista, o encanador, o mecânico, e pagar o serviço em bombons. E o seu salário então? Todo em balinhas. Melhor, no caixa eletrônico do banco você tira o extrato e tá lá: saldo 500 balinhas e 200 chiclets. Peraí, ninguém ta entendendo nada, né?

Mas é assim que algumas empresas dão troco. Não aconteceu apenas uma vez, mas várias comigo. E já aconteceu com você com certeza. Em especial na Extra-Farma sempre acontece comigo. E o que eu faço? Reclamo e não aceito. Reclamo mesmo. Não podemos perder a capacidade de nos indignar com essa falta de respeito. E se eu chegar pra pagar uma conta de 43 reais e 25 centavos e entregar balinhas no lugar dos centavos, será que o caixa aceita? Não. Não mesmo.

É obrigação do estabelecimento comercial ter troco (trocado). Se não tiver, tem de dar o desconto pra arredondar o valor da compra. Ora, pílulas. Chegou ao cúmulo de um cidadão querer me dá 90 centavos em balinhas. Por quê que o filho da mãe não me deu o desconto de 10 centavos?

Só que ninguém reclama, fica todo mundo mudo. Só porque são “alguns trocados”. Lembre-se que a balinha de 10 ou 15 centavos que você recebe de troco custa pro comerciante cerca de 3 centavos. Bom negócio pra ele empurrar balinha de troco, não? Lembre-se também que 1 real se faz de 10 moedinhas de 10 centavos e que milhares e milhares de reais são compostos de alguns muitos centavos.

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