“Um absurdo”, detona Weverton Rocha o golpe dado pelos senadores que tirou R$ 90 mi da saúde

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O deputado federal Weverton Rocha foi duro em suas críticas à manobra feita pelos senadores maranhenses para tirar R$ 90 milhões que seriam destinados à saúde dos municípios e jogar na Codefasf. Em tom rígido durante Conferência do PCdoB, o presidente do PDT classificou a artimanha como um absurdo.

Ele disse que o deputado federal Rubens Júnior estava em Brasília “para até o último minuto negociar com os três senadores do Maranhão as emendas de bancada para o nosso estado. Um absurdo. Como se tivessem fazendo um favor para o Flávio Dino liberar dinheiro para a saúde. Como que a gente não pode se indignar”.

Weverton enfatizou que nos municípios maranhenses pessoas estão morrendo em filas, precisando de saúde, e “tem senador discutindo se tá mandando dinheiro para governador. Bando de hipócritas. Merecem ser expulsos do estado. Tem que se revoltar, tem que se indignar, porque enquanto se está lutando para abrir hospitais a duras penas, para abrir as portas para atender quem mais precisa, esses ingratos que viram as costas para o Maranhão querem negociar os seus interesses e dizem não para os prefeitos e não para o seu estado”.

Para o deputado federal, os parlamentares não podem ficar calados e tem que denunciar o golpe ao povo do Maranhão. “Se muitos, inclusive quem fazia parte desse palanque, disse e mentiu para o Maranhão dizendo que ia mostrar para nós, para que serve um senador, ainda não aconteceu, infelizmente. Até agora só serve para atrapalhar e perseguir o povo do Maranhão”, detonou Weverton, enquadrando especificamente o senador Roberto Rocha.

Os senadores Edison Lobão (PMDB), João Alberto (PMDB) e Roberto Rocha (PSB), e os deputados federais Victor Mendes, João Marcelo, Sarney Filho, Hildo Rocha e Luana descumpriram acordo feito com mais de 100 prefeitos em Brasília de que os R$ 160 milhões das emendas impositivas da Bancada Federal do Maranhão seriam destinadas para as prefeituras. Os municípios ficaram com apenas R$ 70 milhões, que foram destinados pelos aliados do governador Flávio Dino.