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Transição de “migué”: Roseana Sarney dificulta para a Flávio Dino

Pela cara de Marcelo Tavares dá pra ter uma ideia da sua satisfação com as informações repassadas por Anna Graziella

Muito tem se falado em transição de governo e reuniões entre as equipes designadas pela atual governadora, Roseana Sarney (PMDB), e pelo governador eleito, Flávio Dino (PC do B). Fotos exibidas na imprensa servem apenas “para inglês ver” (*), de resultado prático as reuniões não tem produzido praticamente nada.

 

Secretários de Roseana Sarney limitam-se a preparar apresentações em Power Point para os futuros secrertários de Dino, com informações óbvias que já são de conhecimento público. Aquelas informações que não estão nos diários oficiais e na internet, e são fundamentais para nortear ações do executivo, não são repassadas.

 

A governadora Roseana, por exemplo, nunca sentou com o eleito Flávio Dino. Aliás, há rumores de que a filha de Sarney está muito é afim de deixar o governo antes do fim do mandado para nao ter de cruzar com o novo governador na passagem de governo. Pura birra de uma filhinha de papai mimada e acostumada a ter suas vontades atendidas a qualquer custo.

Mais um migué: documentos que não dizem nada sendo entregues

 

O deputado Marcelo Tavares, coordenador da equipe de transição do governador eleito e futuro secretário da Casa Civil, reclama que a equipe de Roseana “esconde” informações importantes. Por exemplo, a equipe de Flávio nunca recebeu a cópia dos contratos das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) que atuam na área da Saúde.

 

O governo Roseana Sarney faz jogo de cena, posa para fotos e alega que “a equipe de transição do governador eleito não fez qualquer solicitação específica à Casa Civil e que “é provável que tais contratos sejam com secretarias cujas informações ainda estamos levantando”. A alegação contradiz as ações da chefe da Casa Civil do governo, Anna Graziella, que declarou o fim da transição. Que transição? Transição de “migué”.

 

Em nenhuma secretaria se consegue o mínimo de informações relevantes sobre orçamento, pois há um decreto assinado por Roseana que centraliza toda essa responsabilidade na Casa Civil. Ora, mas a Casa Civil também não passa informações relevantes.

 

Como em toda história do seu governo, Roseana Sarney vive, mais uma vez, de propaganda. Usa a mídia alinhada/aliada e o império de comunicação de sua família para propalar êxito na transição. Puro “migué”. Além de fotos e informações superficiais, a transição, de fato, não existe.

 

(*) “Pará inglês ver” é uma expressão utilizada para atitudes demagógicas e que não são cumpridas na prática.

 

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