Publicidade

Temer suspende R$ 20 milhões autorizados por Dilma para a Saúde no Maranhão

Um das últimas medidas tomadas pela presidente Dilma Rousseff antes do seu afastamento, o empenho de cerca de R$ 20 milhões que seria enviado para o Maranhão, foi suspenso nesta quarta-feira (8), pelo presidente interino Michel Temer (PMDB).  No total, em todo o País, pelo menos R$ 400 milhões foram bloqueados das pastas Cidades, Saúde, Turismo e Integração Nacional no país.

No Maranhão, a verba seria destinada para a área da saúde. O governador Flávio Dino (PCdoB) foi um dos principais defensores de Dilma e críticos ao processo de afastamento da presidenta.

A ordem geral, chancelada por Temer, foi dada pelo ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). Segundo ele, “as medidas foram tomadas às pressas” pelo governo anterior e, por isso, “precisam ser revistas”. Questionado sobre o perfil dos deputados e senadores beneficiados pelos recursos, Geddel disse que não faria “ilações”.

Um dos ministros disse à Folha de S. Paulo, em caráter reservado, que “a esmagadora maioria” dos recursos liberados por Dilma atendia a deputados e senadores que votaram em favor de Dilma. Além disso, auxiliares do presidente interino relataram ao jornal que “os recursos foram empenhados, ou seja, tornaram-se oficialmente previstos para pagamento pela administração pública, sem base técnica e, algumas vezes, sem projetos aprovados nos municípios”.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) protestou contra decisão do presidente interino, Michel Temer, de suspender a liberação de verbas autorizadas pela presidente.

“Eu não tenho dúvida nenhuma de que esse foi um gesto de retaliação contra o único governador que o meu partido tem, governador Flávio Dino, a quem eu quero apresentar uma moção de desagravo neste momento. Mas não só a ele: ao povo do Maranhão também, e, principalmente, porque essa medida, esse presidente interino, ele não prejudica o governador Flávio Dino, mas a população do estado mais pobre e mais carente do Brasil”, afirmou a senadora.

Em nota enviada ao Jornal Pequeno, o governo do Estado afirmou que o Maranhão afirmou que os recursos seriam usados para “melhorar o repasse per capita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para atendimento de Média e Alta Complexidade (MAC/SUS)”, e que a Secretária de Estado de Saúde (SES) “lamenta que, em desacordo com todas as necessidades apontadas pelo Estado e reconhecidas pelo Ministério da Saúde, de forma unilateral, tenha sido revogada a Portaria anteriormente editada, que garantia mais recursos para atender a população maranhense”.

Com informações do Jornal Pequeno.

Busca