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Sobre Roberto Rocha, Braide diz que não fará alianças que prejudiquem a administração municipal

Em entrevista coletiva concedida por Eduardo Braide (PMN) na tarde desta segunda-feira (03), o titular deste blog questionou o candidato sobre a declaração de apoio do senador Roberto Rocha (PSB). Braide não respondeu objetivamente a pergunta, mas disse que um prefeito precisa se relacionar com todas as forças políticas, e um senador poderia ajudar muito como um canal de diálogo junto ao governo federal para carrear recursos para o município.

O blog insistiu para saber se Braide agregaria em sua campanha o senador que foi derrotado nesta eleição em Imperatriz, Balsas, São Luís, todas as cidades onde teve candidatos com seu apoio. Mais uma vez, a resposta foi evasiva, para não se comprometer. Ele disse que ficou sabendo da declaração de apoio através da internet e que não havia ainda conversado com o senador Asa de Avião.

“Não tive nenhum tipo de conversa ainda com o senador Roberto Rocha, seja por telefone. Então, não posso externar nenhuma posição, tendo em vista que não houve nenhuma conversa entre a minha pessoa e o senador”, disse, sem deixar claro, no entanto, se aceitaria ou não agregá-lo em sua campanha.

De todo modo, Braide fez questão de enfatizar que elegeu um princípio em sua candidatura desde o primeiro turno – e que será mantido no segundo – de não fazer alianças para não prejudicar a administração da prefeitura de São Luís.

“Nao fiz alianças no primeiro turno para conseguir tempo de televisão, agora que o povo de São Luís me deu um tempo de televisão maior é que eu não tenho nenhum motivo para fazer qualquer aliança que venha prejudicar uma futura administração à frente da prefeitura de São Luís”, deu o recado.

Então se Roberto Rocha acha que vai fazer com Braide o que fez com Wellington, está muito enganado, a depender do recado dado. Rocha, que tutelou o “independente” Wellington desde o começo, emplacou o filho como vice e guiou as estratégias desastrosas da campanha de WC rumo à derrocada, esperava mandar e desmandar na prefeitura num eventual “governo safadão”.

Como sabe que, mesmo que quisesse, não teria a menor possibilidade de uma reaproximação com Edivaldo Jr., Rocha, oportunista como sempre, agora tenta se encostar em Braide para continuar em evidência nas discussões eleitorais, e, quem sabe manter viva a chama faísca que resta para disputar eleição de governador contra Flávio Dino em 2018.

Resta saber se Braide aceitará agregar em sua campanha o peso de um político traidor, oportunista e derrotado em todas as cidades que tiveram candidatos por ele apoiados. Se bem que depois do recado dado, se for mesmo pra valer, é arriscado o próprio Rocha tirar o cavalinho da chuva, afinal não é difícil saber que motivos o levaram a declarar apoio ao 33.

Se ainda assim o senador entrar na campanha de Braide, então o recado do candidato não terá sido pra valer.

 

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