Será revisada pelo CNJ a decisão que absolveu “deus”, ou melhor, juiz parado em blitz da Lei Seca

Lembram do caso do juiz que ficou conhecido depois de processar uma agente da Operação Lei Seca do Rio de Janeiro por dizer que ele era “juiz, mas não era Deus”? Luciana Silva Tamburini foi condenada pela Justiça do Rio de Janeiro a pagar, por danos morais, uma indenização de R$ 5.000 ao juiz João Carlos de Souza Correa.

Ele passou por julgamento no mesmo tribunal, num processo disciplinar por ter dado voz de prisão à agente, mas, foi absolvido. Entretanto, nesta terça-feira (24), o CNJ decidiu que vai revisar a decisão, porque a absolvição não foi unânime. Segundo os conselheiros, teriam restado dúvidas, por isso a necessidade de um outro órgão do Judiciário analisar o caso.

Se houver o entendimento, nesta nova análise dos conselheiros do CNJ, que a decisão do TJ-RJ foi correta, ela será mantida. Do contrário, será proposto um novo julgamento para o juiz.

Relembre o caso

O Juiz João Carlos de Souza Correa foi flagrado em uma blitz da Lei Seca, em 2011, sem carteira de motorista e com o carro sem placa. A agente do Detran-RJ Luciana Silva Tamburini quis guinchar o veículo, um Land Rover que circulava apenas com a Nota Fiscal, fora do prazo de emplacamento.

Ao dizer que não sabia do prazo para emplacar o carro, e se identificar como magistrado, a agente disse estranhar o fato de um juiz não ter conhecimento da lei. Correa, “o deus”, sentiu-se desacatado. Houve também a interpretação por parte da funcionária do Detran de tentativa de “carteirada”, (como se diz quando uma autoridade usa de sua influência).

Luciana disse que ele era “juiz, mas não era deus”. O magistrado deu voz de prisão à agente e o caso foi parar na 14ª delegacia, no bairro do Leblon. O caso acabou na Justiça, nas mãos de outros deuses juízes. Tamborini foi condenada e o deus juiz Correa absolvido.

 

 

Radialista e Jornalista, Professor de Comunicação e Oratória, Locutor Publicitário e Apresentador de TV
Busca
Rádio Timbira Ao Vivo
Facebook