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Se estava tudo acertado, o que (ou quem) impediu o fim da greve dos rodoviários?

Depois de tudo combinado, quando era dado como certo o fim da greve dos rodoviários pela Prefeitura, no final da tarde desta sexta-feira (30) parece que tudo voltou à estaca zero. Depois de reunião realizada na noite de ontem (quinta-feira), tudo ficou encaminhado para o fim da paralisação.

 

O anúncio deveria ser feito oficialmente após as 11h da manhã desta sexta-feira, mas, no período da tarde, quando uma nova reunião aconteceu, já se podia sentir que a greve não acabaria. Os mais entusiasmados assessores da Prefeitura, que fizeram questão de 'vazar' a notícia do fim da greve e davam como certo o desfecho no dia de hoje, adotaram um discurso mais cauteloso e reticente. Sinal de que o 'acordo' havia melado.

 

Em conversa com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Gilson Coimbra, o blog foi informado de que os empresários é que estão dificultando o fim da greve. Gilson afirma que, outra vez, o sindicato resolveu baixar o percentual de reajuste salarial da categoria. No início da paralisação, os rodoviários pediam 16%, depois baixaram para 11%, agora baixaram um pouco mais, segundo Coimbra, que preferiu não informar o novo percentual. “Nós já cedemos o que podíamos, baixamos mais uma vez e o novo percentual já está, inclusive, fora do nosso limite”, disse Gilson ao blog.

 

O blog apurou que estaria tudo acertado com os empresários e os trabalhadores na reunião desta sexta-feira, quando o presidente do Sindicato dos Rodoviários deixou a sala, onde permaneceram somente representantes da Prefeitura e dos empresários. Qual não foi a surpresa, quando, ao fim da conversa, soube-se que não houve acordo. O que aconteceu? Não estava tudo acertado?

 

Por outro lado, há motivos de sobra para acreditar que empresários e rodoviários agem mancomunados para forçar um aumento de tarifa. E é aí que reside o impasse para o fim da greve. A Prefeitura não aceita esse desgaste com a população. E os rodoviários, ainda que involuntariamente, são usados pelos empresários para pressionar pelo aumento.

 

 

 

 

 

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