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Retrospectiva da TV Mirante omite e distorce fatos

Neste domingo (28), a TV Mirante, pertencente à família Sarney, levou ao ar a sua Retrospectiva 2014. Como tudo que é feito pelos veículos de comunicação do grupo, o programa foi pautado de acordo com interesses políticos dos seus donos. Vamos elencar aos leitores alguns pontos da “Retrospectiva Mirante” que podem até ter passado despercebidos.

 

Primeiro, parece que o foco era atingir a Prefeitura de São Luís. Coitado do prefeito Edivaldo, que nunca quis tomar “a bença” dos Sarneys. A Mirante transformou, por exemplo, em 2,92% o reajuste dado aos professores da rede municipal de ensino, que na verdade foi de 5,92%.

 

Ao falar do caso da morte do assessor do senador eleito Roberto Rocha (PSDB), o nome do político foi estrategicamente omitido, assim como também não citaram um dos acusados do crime, o jovem Diego Polary. Por que será hein?

 

Um dos casos de maior valor de noticiabilidade foi simplesmente ignorado pela Mirante: a prisão do doleiro Alberto Youssef, em São Luís. Como é que o mais importante caso de corrupção descoberto nos últimos tempos no país pode ter sido “esquecido”.

 

Em qualquer lugar do mundo, um doleiro pivô de um escândalo dessas proporções seria tratado como fato do ano. Mas, aqui não. Ah, tá. É que Roseana Sarney é uma das acusadas de receber propina. Se bem que, nesse caso, a Mirante nem teria mesmo o que mostrar. Em quase um ano de “Operação Java Jato”, seus jornais nunca tocaram no assunto.

 

Esqueçeram ainda as prisões na SEMA – Secretaria Estadual de Meio Ambiente. E só falaram sobre a Penitenciária de Pedrinhas porque se não falassem, aí seria demais, né, meu povo? Entre os fatos marcantes de 2014, a Mirante deu pouca importância à eleição do primeiro governador do PCdoB no Brasil, o primeiro eleito no Maranhão sem a força dos Leões. Da eleição de Flávio Dino, só rapidinho, porque também não dava pra ignorar.

 

 

 

 

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