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Realmente vale tudo pra ganhar eleição?

Diante do acirramento de uma disputa eleitoral, todo e qualquer artifício é colocado em prática, numa verdadeira guerra, pela disputa do poder. “Para que um candidato vença uma eleição, vale tudo”. É o que diz Carlos Manhanelli, especialista em Marketing Eleitoral. Para ele, “tudo” inclui também ataques pessoais, jogadas sujas, folhetos apócrifos com acusações.

Como especialista, Manhaelli sentencia: “Não dá para fazer política ética e moral no mundo democrático. Isso não existe”. Mas, se a política não pode ser feita dentro de parâmetros morais, seria imoral. Não para os operadores dessa guerra, que preferem se apegar ao pensamento de Maquiavel, que diz que a política não é moral nem imoral. É amoral. Ora, isso significaria dizer que se desconhece a moral. Afinal, é esse o significado de amoral: falta de conhecimento das normas morais, comportamento não moldado de acordo com a moralidade, algo dentro da neutralidade.

Entretanto, o que vemos na prática é que regras morais são ignoradas e, deliberadamente, quebradas. Não há, portanto que se falar em “ser amoral”, o que se faz nessa guerra não tem outra classificação mais apropriada senão “ser imoral”. E se vale tudo mesmo, quero fechar os olhos e ouvidos para o que está ou vem por aí.

Se, antes de começar o período eleitoral, o “festival vale tudo” já havia começado, agora que foi dada a largada, prefiro nem imaginar. Como cidadão, me pergunto se realmente vale tudo. E a sociedade o que acha? Ah, esqueci. O cidadão/eleitor também faz sua parte, principalmente no território livre das redes sociais. Ambiente onde dão a sua incrível parcela de contribuição.

Simpáticos de todas as correntes e candidatos promovem o seu “vale tudo” particular. Pouco importando se ofendem ou se agridem, usam a tecnologia disponível em seus tablets e smartphones para, também, criar e distribuir “peças” (os memes) que “viralizam” rapidamente, demonstrando que, sim, parece que os marketeiros têm razão, vale tudo. E com o aval do cidadão. Todo mundo quer mesmo é ver o circo pegar fogo. Infelizmente.

 

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