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Quem diria: PMDB e PSOL, uma “aliança” contra as mudanças no Maranhão.

Ex-candidato ao governo do Estado, Antônio Luís Pedrosa. Foto: internet

Ex-candidato ao governo do Estado, Luís Antônio Pedrosa. Foto: internet

O ex-candidato a governador do Maranhão, Luís Antônio Pedrosa (PSOL), já nem consegue disfarçar a “aliança” com o PMDB. Em sintonia com o partido da ex-governadora Roseana Sarney, Pedrosa anda incomodado, tanto quanto os membros do clã oligárquico, com as ações realizadas pelo governo Flávio Dino em pouco mais de 100 dias de mandato

Mais do que um simples incômodo, parece uma união para tentar atrapalhar o trabalho realizado pelo governador. Deveriam ao menos assumir essa aliança, que, aliás, não é de agora. Nas eleições do ano passado, Pedrosa agia como linha auxiliar da candidatura do PMDB de Lobão Filho, candidato de Roseana Sarney.

Nos debates, os dois faziam dobradinhas, em claro companheirismo. A estratégia, no entanto, falhou e Flávio ganhou a eleição com larga vantagem. Passada a derrota dos dois candidatos, Pedrosa e a oligarquia Sarney parecem continuar trabalhando juntos na tentativa de boicotar a gestão do novo governador.

Não é à toa que o sistema Mirante vive usando Pedrosa como personagen de reportagens e entrevistas quando o assunto é criticar o governo do estado. Em reportagem veiculada pela emissora da família Sarney sobre um suposto aumento da violência policial no estado, além de a matéria mostrar imagens de 2011 quando a governadora ainda era Roseana, adivinha quem era o personagem principal da matéria? Um doce para quem respondeu Luís Pedrosa.

Poucos dias atrás, Pedrosa chegou a informar, irresponsavelmente, em rede social sobre uma rebelião no presídio de Pedreiras que jamais existiu. A informação foi usada imediatamente por blogs alinhados ao grupo Sarney. Logo em seguida, um ou dois dias depois, ele era o entrevistado da Mirante AM, onde não poupou críticas à gestão dinista.

Seu Pedrosa escreveu uma artigo criticando a decisão de Dino de revogar o decreto, assinado durante o governo de Roseana, que prorrogava os mandatos dos últimos membros do Conselho Estadual de Juventude por tempo indeterminado. O objetivo do atual governo é realizar eleições transparentes e democráticas para o órgão, mas, alheio a isso, Pedrosa defendeu que os conselheiros permanecessem no cargo. Logo em seguida, a Juventude do PMDB publicou o texto.

Ideais afinados, sincronismo perfeito. Só falta deixar de fazer as coisas de forma velada e assumir a “união”. Seria mais digno e respeitável do que ficar agindo por trás das cortinas. Melhor do que ainda tentar fingir ser “ferrenho inimigo da oligarquia”. A máscara caiu faz tempo.

 

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