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Prefeitura adota nova estrutura física e de serviços para Unidade de Vigilância em Zoonoses

A nova Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) da capital vai disponibilizar um espaço de acolhimento e tratamento animal. A estrutura vai ter capacidade para receber até 140 animais na permanência oferecendo, entre outros, atendimento veterinário, vacinação e controle de doenças transmitidas por esta população. A UVZ, órgão da Prefeitura de São Luís, integra a Secretaria Municipal de Saúde (Semus).

A obra vai permitir uma reestruturação dos serviços na área de controle de Zoonoses. A proposta da Unidade é servir de apoio para o cuidado de animais domésticos e de médio porte, sejam abandonados ou com donos. “A Prefeitura de São Luís está possibilitando a reestruturação da Unidade. Uma nova metodologia de trabalho será aplicada na área”, ressaltou a secretaria de saúde Helena Duailibe.

As obras estão na etapa de construção da área comunitária de acolhimento. O local será composto por cinco canis, cada um com capacidade para até 20 cães; e quatro gatis, acolhendo até 10 gatos. A área vai abrigar os animais enquanto estiverem em tratamento veterinário. Sendo de rua, serão castrados e colocados para a adoção, ou voltarão para as ruas castrados e medicados, conforme nova orientação do Ministério da Saúde.

O coordenador do do Centro de Zoonozes, João Batista explica que a UVZ não terá serviço de carrocinha para a captura dos animais, sendo o recolhimento feito em caso de doença constatada e abandono. “Aos animais doentes, considerados em estado de vulnerabilidade total, serão tomadas medidas em acordo com o que rege o Ministério da Saúde”, explica.

A UVZ-São Luís vai realizar ainda ações voltadas para o cuidado com doenças transmitidas pelos pombos. “Esse trabalho será educativo e voltado mais às pessoas para que não contribuam com a aglomeração destas aves”, ressaltou João Batista.

AÇÕES

Com a nova estrutura, o serviço de vacinação em domicílio e o controle de zoonoses como a raiva e calazar serão intensificados. As equipes da unidade de vigilância vão promover ainda ações educativas informando as comunidades sobre procedimentos básicos de cuidados com o animal; orientando sobre prevenção e tratamentos em caso de suspeita de doenças que possam ser transmitidas ao homem.

Segundo o diretor da UVZ-São Luís, na capital são aproximadamente 160 mil cães e gatos, sendo mais 60% cachorros e cerca de 10% vítimas de abandono. Ele ressalta que a população de rua vem diminuindo ao longo dos anos e na área sanitária, desde 2012 não há casos confirmados de raiva – animal ou humana – na capital. A estrutura da UVZ-São Luís contará com sala de administração, de atendimento, de triagem, ambulatório, laboratório e depósito para ração e materiais diversos.

EDUCAÇÃO

As pessoas têm sido mais sensíveis ao trato com o animal de estimação, mas, ainda há muitos relatos de abandono, pontua João Batista Pires. A estratégia para mudar essa realidade é a educação e sensibilização dos donos de animais. “Muita gente vê o animal de estimação como um peso e acabam se livrando dos bichinhos quando envelhecem. Quem pega um cão ou gato para criar deve ter em mente que é para a vida toda”, ressaltou. Para alcançar o público, a unidade vai desenvolver campanhas nos bairros e escolas, além da visitação às residências durante as vacinações ou em atendimento às chamadas. A sede da Unidade de Vigilância em Zoonoses da capital está em construção na Estrada da Maioba.

MUDANÇA

Quem aciona o serviço da Unidade de Vigilância em Zoonoses recebe visita em casa e tem o animal avaliado e se for o caso, este recebe tratamento. Com a instituição das UVZs, pelo Ministério da Saúde, a atividade dos antigos Centros de Controle de Zoonoses sofreu modificação. Não são mais feitos sacrifícios de animais e os que vivem nas ruas o projeto prevê a castração, vacinação e medicação destes animais. “Uma vez castrados, os animais não aumentarão a população. A tendência é que diminua ainda mais o número de cães e gatos nas ruas”, disse João Batista.

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