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Polícia Civil reabre inquérito sobre esquema de agiotagem no Maranhão. 41 prefeituras envolvidas.

Imagem: reprodução

O secretário estadual de Segurança Pública, delegado Jefferson Portela, em conversa com o blog jeisael.com, no início do mês, informou que seriam retomadas as investigações sobre a prática de agiotagem envolvendo prefeituras do interior do Maranhão.

A reabertura do inquérito sobre o esquema envolvendo gestores e ex-gestores municipais foi confirmada pela Polícia Civil do Maranhão, através do delegado-geral, Augusto Barros. Já começaram as atividades da comissão formada por três delegados para avançar na investigação dos crimes de agiotagem que teriam seu ponto alto entre 2009 e 2012, ano em que o jornalista Décio Sá, que denunciou o esquema, foi morto, em 23 de abril, em um bar na avenida Litorânea.

Em 2013, o deputado Raimundo Cutrim defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI para investigar a agiotagem, depois que foi acusado de fazer parte do esquema. O deputado se revoltou e dizia que as acusações correspondiam a uma tentativa de assassinato moral contra ele. A CPI não foi instalada por que o deputado não conseguiu as assinaturas necessárias. O esquema de agiotagem envolve muitos figurões da política maranhense, talvez, por isso, a dificuldade em se instalar a Comissão.

Pagina 2 de O Imparcial do dia 22/02

São mais de 40 prefeituras, que, segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, têm indícios de irregularidades e envolvimento no esquema criminoso. Veja ao lado a lista publicada no jornal O Imparcial de cidades com prefeituras investigadas. Boa parte das prefeituras envolvidas no esquema já têm dossiês prontos, com apenas algumas diligências pendentes. A polícia, neste momento, busca aprofundar as investigações. Alguns envolvidos terão o sigilo bancário quebrado.

Tem muito político com as barbas de molho, tremendo de medo e vivendo à base de maracujina. Acontece que quando o secretário de segurança era Aluísio Mendes, garoto de recado de Sarney, havia a desconfiança de que as investigações estavam seguindo a tendência de proteção de políticos ligados ao grupo da ex-governadora e puxando pra lama os desafetos, como foi o caso do deputado Cutrim.

Esse “compromisso de proteção” não existe com o novo secretário de segurança Jefferson Portela, e as investigações podem bater nas portas de gente da cozinha do grupo Sarney. Gente que pode ter de responder por bem mais do que agiotagem e ter que prestar esclarecimentos inclusive sobre a morte de Décio Sá. Talvez isso explique porque tem político estrebuchando em páginas de redes sociais.

 

 

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