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Polícia Civil e SSP divulgam balanço da Operação Imperador

Policia Civil e Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgaram em entrevista coletiva o resultado da Operação Imperador.

Policia Civil e Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgaram em entrevista coletiva o resultado da Operação Imperador.

Mais de cinco milhões foram desviados dos cofres públicos em crimes de agiotagem e licitações fraudulentas no município de Dom Pedro, entre os anos de 2009 a 2012. O número faz parte do balanço divulgado nesta terça-feira (31), pela Polícia Civil e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) da Operação Imperador, que em um trabalho conjunto investigam a prática de agiotagem e desvio de dinheiro público em todo o estado.

No total, a operação resultou em duas prisões, sendo uma da ex-prefeita de Dom Pedro, Arlene Barros Costa, e do seu filho, o empresário Eduardo DP, além de nove mandados de condução coercitiva e 38 mandados de busca e apreensão em todo o Maranhão.

Segundo a polícia, na casa de Arlene, em São Luís, foram apreendidos quatro veículos em um montante de documentos falsos. Em Codó, vinte carros de luxo da ex-prefeita foram retidos pela polícia. Mais de dez empresas fantasmas criadas pela ex-prefeita e a família foram descobertas com registros falsificados.

Carros apreendidos pela Polícia Civil na "Operação Imperador"

Carros apreendidos pela Polícia Civil na “Operação Imperador”

O filho da ex-prefeita, Eduardo DP, conhecido no município por ‘imperador’, está sendo investigado por envolvimento direto em fraudes de procedimentos licitatórios, utilização de documentação falsa (identidade e CPF) e CNPJ’s fantasmas. Ele é considerado o líder da quadrilha na área.

Deflagrada esta semana, a Operação Imperador é um desdobramento da “Operação Detonando”, que investigava o assassinato do jornalista Décio Sá, em 2012, e responsável pela prisão do empresário Gláucio Alencar e do seu filho José Miranda, acusados de mandar matar o jornalista e de comandar um esquema de agiotagem em 42 municípios no estado.

Segundo o secretário Jefferson Portela, o maior rigor nas investigações de crimes que envolvam agente públicos foi um pedido do próprio governado Flavio Dino.

“Encontramos vários cheques de prefeituras que estão sendo investigadas. Neste governo não haverá tolerância com a corrupção e a diretriz do governador Flávio Dino é para que haja uma apuração radical no combate a uso ilegal do dinheiro público. Retomamos as investigações, e a Polícia Civil está preparada para concluir e encaminhar o resultado final ao poder Judiciário”, explicou o secretário.

Combate à corrupção.

O secretário antecipou que em abril a Secretaria de Segurança Pública inaugura a Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção, que acompanhará de perto os processos de investigação relacionados ao mau uso do dinheiro público e agiotagem. “A superintendência dará um novo gás às investigações e permitirá o acompanhamento dos passos para compor os processos probatórios”, disse Portela.

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