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Soldados da PM recém-formados acusam governo de colocá-los para trabalhar ilegalmente sem nomeação

O caso já foi levado ao conhecimento do Ministério Público. Soldados recém-formados estão se sentindo humilhados com a obrigação de ocupar postos de trabalho sem a devida nomeação. Depois da formatura no dia 20 de fevereiro, os novatos foram distribuídos para fazer a segurança do pré-carnaval sem remuneração, a partir do dia 23, segundo a denúncia. O blog recebeu a seguinte mensagem:

ISSO É IMORAL, TUDO EM NOME DE PODER E PROMOÇÃO.

Caro Jornalista, sou soldado recém formado no curso de formação de soldados – CFSD 2013 e estamos passando por uma situação vexatória e humilhante, pois estamos sendo obrigados a trabalhar sem estar nomeados e sem qualquer vantagem financeira, ou seja, trabalhando de graça para o Governo do Estado do Maranhão.

Depois da nossa formatura, no dia 20 de Fevereiro, fomos colocados no serviço no domingo, dia 23, nos batalhões afim de cobrir a segurança dos blocos de pré-carnaval e nada recebemos para isso, pois o curso já havia terminado e a ata de conclusão fora lavrada no dia 17 de Fevereiro, implicando numa ilegalidade, já que para exercer qualquer cargo na administração pública, direta ou indireta e em suas autarquias, no caso a PMMA, necessita de validade legal, a nomeação e posse. O que não ocorreu conosco e nem sabemos quando isso ocorrerá, pois não há interesse do Governo do Estado em nos nomear.

Diante dessa ilegalidade fomos pegos de surpresa hoje com o pagamento de R$ 281,00, a metade da bolsa que recebíamos, pois o curso tivera acabado no dia 20, mais uma afronta do Governo para os mais de 680 novos policiais que vêm batalhando por mais de 1 ano para chegar ao objetivo final que é exercer uma profissão digna e proteger a sociedade maranhense.

Hoje esses novos soldados estão sem chão e trabalhando diante de ameaças, frisando assim uma frase do Comandante do Policiamento Metropolitano, Cel. Alves: “Aqui na PM vocês são todos voluntários, e não aceitaremos qualquer tipo de insubordinação e de indisciplina”. Fica claro nas palavras do Tenente Coronel que somos obrigados a trabalhar.

Esse é um desabafo de todos os soldados 2013, são mais de 680 sonhos que estão sendo marcados negativamente por essa administração. Espero que o senhor, um jornalista sério e comprometido com a luta das classes sociais, possa nos ajudar levando à mídia esse caso, que é de extrema relevância para a comunidade maranhense.

Fizemos denuncias no Ministério Público, através do telefone e recebemos retorno, onde nos foi informado que o comando da PMMA relatou que esse serviço nosso é outro estágio. Como podemos estar em estágio se o curso de formação já acabou?

Isso mostra mais uma irregularidade por parte do Governo. Não estamos em processo de estágio, pois já estamos distribuídos nas unidades que iremos trabalhar fixos e essa informação não foi nos passada na quarta, dia 27 de Fevereiro no CFAP pelo Comandante do CPM.

O outro lado

Tentamos falar com o Comandante Geral da PMMA e não obtivemos resposta. Às 17:41h, fizemos a primeira tentativa, mas, o telefone apenas chamou. Mesmo depois de enviarmos mensagem SMS não conseguimos falar com o Cel. O blog está à disposição do Comando da PM, assim como do Secretário de Segurança, Aluísio Mendes.

 

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