Prefeitura de São Luís

Phrescura, liturgia e protocolo

E não é que o comportamento diferente do governador Flávio Dino tem sido como uma estaca cravada nos corações dos vampiros aristocratas sugadores de sangue do povo. Em mais uma contorção dolorosa, o pasquim jornal O Estado do Maranhão exibe notinha assinada pelo colunista decadente oficial da família Sarney criticando o fato de o novo governador andar no banco da frente do carro, ao lado do motorista. Olha só a preocupação de Pergentino Holanda, o PH.

Flávio Dino ao lado de um ”cidadão comum” no aeroporto

Flávio Dino é diferente. Isso incomoda. Os vampiros queriam poder dizer “ele é como nós”. Buscam dia após dia algo que possa torná-lo igual. Mas, ele é naturalmente diferente, sem forçar a barra.

Dino tem dispensado os privilégios do cargo, como morar na residência oficial no Palácio dos Leões. Diminuiu em mais da metade o número de policiais responsáveis por sua segurança pessoal e da sede do governo.

O governador não usa jatinhos; viaja em voos comerciais, ao lado de “pessoas comuns”, com quem conversa naturalmente. É visto fazendo compras com a família no supermercado, vai à praia normalmente, e, pasmem, senhoras e senhores, comete o “absurdo” de dirigir seu próprio carro.

Passageiros de voo comercial, o cidadão e o governador

Isso é demais para essa turma de vampiros que se acostumou a sugar o máximo de sangue do pescoço do estado. Para eles, phrescuras, liturgia e protocolos mais importam do que honestidade e trabalho. No poder, sempre se serviram do povo fazendo o povo pensar que estava sendo servido. Mantiveram-se distantes, superiores, protegidos.

Deve ser, de fato, um absurdo imaginar que o atual governador faça suas refeições em seu apartamento com a família ou até coma quentinhas na sede do governo. É um absurdo dispensar a phrescura de andar no banco de trás do carro, de comer lagosta e outras iguarias regadas a uísque importado.

Ora! Flávio Dino fere de morte o coração dessas feras, ao mostrar que é igual, não a eles, mas à maioria do povo brasileiro. O fato de estar governador não o faz melhor que ninguém. Oxalá, tivéssemos mais governantes exercendo o poder com a simplicidade do “homem comum”. Mais do que a simplicidade no comportamento, simplicidade de alma, de pensamento.

Por mais que tentem, há muito tempo, argumentar o contrário, dizer que o Flávio é arrogante e prepotente, a notinha mostra que a diferença de comportamento é clara e reconhecida por eles. Há resistência sim. Mas, não resistência de Flávio Dino à “liturgia do cargo”. Há resistência deles em aceitar que nem todo são iguais a eles.

 

Radialista e Jornalista, Professor de Comunicação e Oratória, Locutor Publicitário e Apresentador de TV
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