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Para Roseana, decisão do MP em investigá-la é política

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Suspeita de participação no esquema de isenções fiscais concedidas a mais de 190 empresas pela Secretaria da Fazenda (Sefaz), a ex-governadora Roseana Sarney, em entrevista ao jornal O Estado do Maranhão, afirmou que a investigação encabeçada pelo Ministério Público tem cunho político.

O MP afirma que Roseana e outro ex-gestores são acusados de prática criminosa por provocar um rombo superior a R$ 410 milhões nos cofres públicos.

A ex-governadora disse que ao jornal que a medida tem a clara intenção de atacar a sua imagem e de defendeu das acusações feitas pelo MP. “Não imaginei que a ambição política no Maranhão chegasse a esse ponto. (…) Tenho absoluta convicção de que todos os meus atos foram tomados dentro da mais absoluta legalidade. Não houve qualquer ato meu que não tivesse o parecer da Procuradoria-Geral do Estado do Maranhão, que deve ser o trâmite normal de um governador”, declarou.

De acordo com o titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária e Econômica de São Luís, Paulo Roberto Barbosa Ramos, dentre as ações delituosas da organização criminosa que atuou no âmbito da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), foram realizadas compensações tributárias ilegais, implantação de filtro no sistema da secretaria para garantir essas operações tributárias ilegais e fantasmas, reativação de parcelamento de débitos de empresas que nunca pagavam as parcelas devidas, exclusão indevida dos autos de infração de empresas do banco de dados e contratação irregular de empresa especializada na prestação de serviços de tecnologia da informação, com a finalidade de garantir a continuidade das práticas delituosas.

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