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Para novo diretor-geral da Polícia Federal, mala de dinheiro não comprova corrupção

O novo diretor-geral da PF (Polícia Federal), Fernando Segovia, questionou o ritmo da investigação conduzida pela PGR (Procuradoria Geral da República) contra o presidente Michel Temer (PMDB). Segundo Segovia, a PF teria levado mais tempo para levantar indícios de crimes no mesmo caso. “Uma única mala talvez não desse toda a materialidade para apontar se houve ou não crime, e quais os partícipes“, afirmou.

Segovia se referia ao episódio do “deputado da mala”, em que Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer, foi flagrado recebendo R$ 500 mil que seriam de propina da JBS. O novo diretor da PF fez a declaração nesta 2ª feira (20.nov.2017), data de cerimônia da sua posse no órgão.

Segovia foi indicado por Temer para o comando da PF. Ele sucedeu a Leandro Daiello.

A 1ª denúncia contra o presidente, apresentada pelo então PGR, Rodrigo Janot, em junho de 2017, sustenta que Temer seria o beneficiário da suposta propina entregue a Rocha Loures. A Câmara suspendeu esta e uma 2ª denúncia contra o presidente.

Segovia afirmou que os resultados da investigação ainda são um “ponto de interrogação” no imaginário dos brasileiros.

Há uma 3ª investigação contra Temer. Está sob responsabilidade da PF e apura crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na assinatura do Decreto dos Portos. A medida teria favorecido a empresa Rodrimar, que controla o Porto de Santos. Segundo o diretor-geral, o caso “terá toda a celeridade como todos os outros inquéritos“.

Temer nega as acusações sobre o Decreto dos Portos.

PF “REPUBLICANA”

Segovia afirmou que o único pedido de Temer para a indicação à PF foi tornar a instituição mais “republicana”. O novo diretor-geral do órgão disse que evitará envolvimento de agentes com a política partidária. “Se algum delegado tiver qualquer desvio de conduta e quiser participar do processo eleitoral, mesmo que indiretamente, a gente vai agir fortemente para que isso não ocorra.”

CARGOS DE CONFIANÇA

Apenas o corregedor Gabriel Haj Mussi foi mantido na diretoria da PF, a pedido de Segovia.  O comando das superintendências regionais também será revisto. A partir da tarde desta 2ª feira (20.nov), Segovia deve se reunir com cada superintendente por cerca de 30 minutos para “alinhar”a equipe aos objetivos da nova gestão. (Poder 360)

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