Prefeitura de São Luís

Paixão é um veneno

Por Jeisael Marx

Nenhum projeto deve ser tocado com muita paixão. E falo de paixão no sentido romântico da coisa. A paixão nos cega e não nos permite ter a imagem real da situação. Assim como na vida pessoal a paixão por vezes arruína o ser humano, na vida empresarial acontece o mesmo. Se a paixão não for correspondida, aí é que ferra mesmo.

Quando o empresário, apaixonado, deixa de ver que seu ramo de atuação ta indo pro buraco, por exempo, continua apostando, colocando seu dinheiro no fogo, e não percebe que é hora de abandonar o barco. Tudo porque tem uma visão apaixonada do seu negócio. E acha que “desistir” é jogar fora o tempo e o dinheiro investidos.

É preciso ser racional e ter coragem de enxergar a realidade. Não se pode mentir para os números. Meu bom e velho professor Murta sempre dizia que “empresa é uma função matemática. Se não tá dando lucro, larga ela de mão e muda de ramo.”

Existe uma coisa no empreendedorismo chamada velocidade estratégica. Significa saber a hora de avançar, de parar ou até mesmo de recuar. Mas a paixão impede que se tenha coragem de parar ou de recuar. Essa droga de paixão.

Nenhum projeto de vida pessoal ou profissional deveria ser levado pela cegueira da paixão. Aqueles que se dizem apaixonados pelo que fazem podem até querer me crucificar. Mas a verdade é que a paixão aprisiona, adoece, destrói, enlouquece. Melhor seria então ser um amante do que se faz, ter amor pelos seus projetos. Ao menos o amor não te transforma num ser irracional. E quem acha que o amor é cego, engana-se; a paixão, essa sim, é cega.

Pior é que todos nós nos apaixonamos. Ou pelo menos corremos o risco.

“Por onde a paixão passa, sobram rastros de dor, tristeza e arrependimento posterior. “

Radialista e Jornalista, Professor de Comunicação e Oratória, Locutor Publicitário e Apresentador de TV
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