CAMPANHA POLÍTICA 2008. MAIS TOSCA DO QUE NUNCA.

Começaram os programas de Rádio e TV da campanha eleitoral 2008. Uma coisa não mudou: os velhos candidatos toscos com nomes estranhos e uma apresentação bizarra continuam aparecendo. Uns já são velhos conhecidos; outros chegam para completar o quadro. Mas tudo bem. Eles são os sem-noção mesmo.

Agora o que me deixa entristecido é ver (e ouvir) o nível da produção desse material. Pra ser bonzinho, dá pra chamar de tosco. Mas é fácil entender: deixaram de lado bons profissionais – que, por serem bons, merecem ser bem pagos – para contratar alguns amadores, gente sem know-how, sem registro profissional, etc. por um precinho mais camarada.

Tem locutor de língua presa e “dente serrado” fazendo a campanha de Luis Fernando em São José de Ribamar, tem cantor-metido-a-locutor locutando os programas de Flávio Dino, tem vinhetas feitas nas coxas no rádio e na TV, o único jingle (dos candidatos a prefeito) que presta até agora é o de Castelo, as edições dos programas de rádio são um primor – dos que ouvi só prestam dois. E não pára por aí. Prestem atenção no material gráfico de alguns candidatos. O conceito é muito tosco.

Aí, enche de gente de fora – que também não é lá essas coisas – trabalhando e tirando a oportunidade dos (bons) profissionais daqui fazerem um bom trabalho e ganharem o seu ‘bom dinheiro’, que só dá mesmo pra ganhar nessa época. Agora nem isso mais. Cuidem-se, caros colegas da publicidade maranhense, estão mexendo no nosso queijo. Pensem em como mexer com o queijo deles. Eu já mexo há algum tempo.

Depois vêm esses (políticos) demagogos pra frente da TV falar em geração de Empregro e Renda, Movimentar a Economia Local, blá, blá, blá… Tudo conversa fiada. A primeira coisa que seu Castelo fez foi contratar marqueteiros de fora a peso de ouro. E junto vem uma cambada de “profissionais de fora”, afinal o que vem de fora sempre é melhor que a gente daqui, né, pessoal? Pois lá na terra deles eu é que sou de fora, e faço sucesso. Ah, a agência do Flávio Dino também é de fora. Lembram daquele primeiro panfleto dele ao lado do Lula totalmente tosco? Pois é. Mas esse pessoal de fora é melhor que o nosso.

Nada do que escrevi aqui é novidade, mas este ano a coisa desandou de vez.

A minha solidariedade aos colegas locutores e locutoras Ludovicenses, aos profissionais da publicidade, aos editores de áudio e de vídeo, a todos que ficaram de fora da Campanha este ano porque colocaram amadores em seu lugar ou “gente de fora”, ou porque não quiseram se sujeitar à remuneração de miséria que lhes foi oferecida.

Jeisael Marx

Preconceito contra nordestinos

Por Jeisael Marx

Todos sabem da xenofobia contra nordestinos alimentada pelos sulistas. Quando passei um tempo em São Paulo na minha adolescência, todos os amigos chamavam-me de “baiano”, assim como os paulistas chamam até hoje qualquer nordestino. O termo adquire uma conotação totalmente pejorativa na fala do pessoal de lá. Mentiria se dissesse que isso não me incomoda, e não quero aqui alimentar qualquer forma de segregação com o que escreverei a seguir.

Em todos os estados do sul e sudeste uma grande força de trabalho formada por nordestinos ajuda a mover a economia deste país. Lamento apenas que a maioria ocupe postos de trabalho não muito privilegiados. Enquanto aqui gente de outros estados encontra a oportunidade de sua vida. Tudo bem, não fosse chegar aqui, se dar bem, constituir família – geralmente com uma nordestina -, arrumar um emprego legal ou montar sua própria empresa, e, ainda assim, continuar achincalhando nosso Estado e nossa Cidade.

O mais grave é que até mesmo pessoas de outros estados nordestinos chegam aqui e se dão bem, mas agem da mesma forma. Trabalhei para um pernambucano que vivia “malhando” São Luis. Recordo-me de sempre ouví-lo dizendo que “em Recife isso não é assim”, “lá no Pernambuco isso não acontece”, “bla, bla, bla…” Um dia não aguentei e ele ouviu algumas poucas e boas.

Dia desses, apresentando um evento da Vale, ouvi um carioca -que também estava lá prestando serviço- falando de nossa terrinha. O cara descia o cacete. Controlei-me para não desabafar como fiz no caso do meu ex-patrão pernambucano. Mas gostaria de deixar algumas perguntinhas abertas aqui pra esse povo que vem pra cá e faz isso.

1- Se o seu Estado é tão maravilhoso assim, por quê que você saiu de lá?
2- Se o meu Estado e/ou minha cidade são tão ruins assim, o que você ainda faz aqui?
3-Por que você não procurou então um Estado à altura da sua ‘perfeição’? Quem sabe na Europa?

Sei que ainda temos muitos problemas. E qual o Estado da federação que não tem? Uns enfretam problemas maiores que outros, o que pode ser o caso do Maranhão. Mas a última coisa que queremos é um monte de sulistas de nariz empinado ou pessoas de outros Estados que aqui vivem só criticando e enchendo o saco sem fazer nada. Quer apontar um problema? Quer criticar? Tudo bem. Mas não fique só nisso. Faça ou sugira alguma coisa pra melhorar o lugar onde você está “se dando bem”.

Uma Nova Moeda

Por Jeisael Marx

Imagine chegar numa loja de carros e comprar o modelo que você quer usando milhares de balinhas de diversos sabores e milhares de caixinhas de goma de mascar. Maravilha, não? De repente chamar o eletricista, o encanador, o mecânico, e pagar o serviço em bombons. E o seu salário então? Todo em balinhas. Melhor, no caixa eletrônico do banco você tira o extrato e tá lá: saldo 500 balinhas e 200 chiclets. Peraí, ninguém ta entendendo nada, né?

Mas é assim que algumas empresas dão troco. Não aconteceu apenas uma vez, mas várias comigo. E já aconteceu com você com certeza. Em especial na Extra-Farma sempre acontece comigo. E o que eu faço? Reclamo e não aceito. Reclamo mesmo. Não podemos perder a capacidade de nos indignar com essa falta de respeito. E se eu chegar pra pagar uma conta de 43 reais e 25 centavos e entregar balinhas no lugar dos centavos, será que o caixa aceita? Não. Não mesmo.

É obrigação do estabelecimento comercial ter troco (trocado). Se não tiver, tem de dar o desconto pra arredondar o valor da compra. Ora, pílulas. Chegou ao cúmulo de um cidadão querer me dá 90 centavos em balinhas. Por quê que o filho da mãe não me deu o desconto de 10 centavos?

Só que ninguém reclama, fica todo mundo mudo. Só porque são “alguns trocados”. Lembre-se que a balinha de 10 ou 15 centavos que você recebe de troco custa pro comerciante cerca de 3 centavos. Bom negócio pra ele empurrar balinha de troco, não? Lembre-se também que 1 real se faz de 10 moedinhas de 10 centavos e que milhares e milhares de reais são compostos de alguns muitos centavos.

JINGLES POLÍTICOS

CAMPANHA POLÍTICA 2008
Faça com o Groove Records

Profissionais experientes: músicos, publicitários, locutores, cantores e sonoplastas.
Jingles, programas e spots de rádio e carro de som, áudio para TV, locução, vinhetas cantadas e faladas, tudo produzido e gravado numa super estrutura que já prestou serviços em diversas campanhas.
Faça com o Groove Records

NÃO SE AVENTURE.

FAÇA COM QUEM SABE FAZER.

FALE CONOSCO: groove_rec@yahoo.com.br

ADORÁVEL MUNDO MODERNO. SERÁ?

Por Jeisael Marx

Nos novos tempos em que vivemos, não somente os meios de se comunicar e interagir com outros seres humanos mudaram. O comportamento do ser humano também mudou, a linguagem mudou, a forma de ser deselegante e deseducado também mudou. Vamos por parte.

1 – Não existe mais bilhetinho. O lance agora é scrap, e-mail, SMS, comentário no blog ou no flog, etc. É rara uma ligação pra um número fixo de alguém; liga-se logo no celular. Ninguém quer perder tempo. MSN, então, é uma maravilha. O homem moderno é fantástico. Eu, por exemplo, não conseguiria mais viver/trabalhar sem meu minúsculo Laptop, sem meu celular de última geração, sem meu poderoso MSN, sem o entupido E-mail, sem a comodidade do internet banking.

2- Confesso que fico surpreso em ver como o céu é lindo, como o pôr do sol é maravilhoso, como o raiar do dia é um espetáculo, como a chuva produz um som magnífico. Estranho? Não é não. O homem moderno vive trancado em escritórios e carros protegidos por fumê 100%. Nem se dá ao prazer de observar a natureza, o mundo. Isso é ruim.

3- As novas tecnologias trazem consigo novas maneiras de ser deselegante. Algumas pessoas não se deram conta ainda da sua moderna-deseducação. Do que to falando? Vamos lá. Quando você liga pro celular de alguém e esse alguém não atende, o que você faz? Liga de novo, e de novo, e de novo. Isso é falta de educação. Se a pessoa não atendeu é porque não pôde atender ou não quis. E se ela for educada um pouco mais que você, vai retornar a ligação assim que possível. Se não retornar, é porque não quer falar com você, respeite isso. Ligar a cobrar pro celular de alguém sem combinar que você pode, é deselegante.

Ficar enchendo o saco no MSN, mesmo quando o status é “ocupado” ou “ausente”, alem de deseducado é extremamente chato. E se a pessoa não ta a fim de papo no MSN, não insista. É fácil perceber. Funciona com a regra do celular.
Entupir o scrapbook do Orkut com mensagens animadas é coisa de quem não tem o que fazer e ofende a inteligência de quem recebe. É como se você chamasse o receptor de vagabundo, que não tem o que fazer e pode ficar o dia todo lendo suas bobagens. Quem recebe um scrap e não se dá ao trabalho de responder (quando não são bobagens, do tipo correntes, recadinhos animados, etc.), é mal educado. Não sei pra quê que tem Orkut se não gosta de interagir com outros seres humanos. Alô-ô. Orkut é um site de relacionamentos.

4 – Vivemos num mundo moderno e precisamos nos sujeitar às regras desse novo mundo, adaptando algumas regrinhas básicas de educação ensinadas por mamãe e papai. Lembre-se de algumas.


5- Esse assunto vai longe. Eu vou parar por aqui pro post não virar um jornal e ficar muito chato. Mas prometo voltar ao assunto.

Negociar é uma arte

Ano passado postei aqui uma estória que conta como é importante a estratégia (http://jeisaelmarx.blogspot.com/2007/10/usando-estratgia.html).

Apesar do assunto agora ser a arte de negociar, vale a pena lembrar dessa estória, pois a estratégia está (ou deveria estar) presente em qualquer negociação.

Meu amigo Kéke Borges, sabedor do meu interesse por assuntos de tal natureza, enviou-me um e-mail que agora gostaria de compartilhar com os leitores deste blog.

PAI – Filho! Escolhi uma ótima moça para você casar.
FILHO – Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher.
PAI – Meu filho, ela é filha do Bill Gates…
FILHO – Bem, neste caso, eu aceito.


Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.


PAI – Bill, eu tenho o marido para a sua filha!
BILL GATES – Mas a minha filha é muito jovem para casar!
PAI – Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial…
BILL GATES – Neste caso, tudo bem.

Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.


PAI – Sr. Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
PRES. BANCO MUNDIAL – Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o necessário.
PAI – Mas, Sr., este jovem é genro do Bill Gates.
PRES. BANCO MUNDIAL – Neste caso ele pode começar amanhã mesmo!


Moral da estória: Não existe negociação perdida. Tudo depende da estratégia.
(Se você conhece estórias assim, envia pra mim. Faço coleção. Obrigado)