Exercitando a arte do silêncio

Por Jeisael Marx

Tem gente que só sabe criticar. Fala mal das coisas, mas não apresenta alternativa de solução. Sempre que vê o trabalho do outro, critica. Vê a vida do outro, critica. Vê o carro, critica. Vê a empresa, critica. Isso pode ser inveja, ou incompetência, ou ignorância, ou falta do que fazer mesmo, ou quem sabe até tudo isso junto. Fato é que o sujeito ainda “se acha” por tá “malhando a vida do vizinho”. E fala besteira, besteira.

Esse tipo de gente é tão, mas tão ignorante, que nem se dá ao trabalho de conhecer acerca daquilo que fala pra tecer uma crítica fundamentada e com conteúdo. E quando alguém tenta alertá-lo pra isso, é escarnecido. Falar daquilo que não se conhece é errado. Criticar, pior ainda.

O melhor a fazer é nem dar ouvidos. Um ditado chinês diz que “o silêncio é de ouro e muitas vezes é resposta.” A Bíblia pega mais pesado e diz que “a melhor resposta aos tolos é o silêncio”.

Portanto, aos tolos que me criticam – e o fazem por não conhecer a minha história e o meu esforço – o meu silêncio. Assim que tiverem lido pelo menos metade dos livros que li, tiverem pelo menos terminado o colegial, assim que tiverem um pouco da experiência que tive e tenho a felicidade de ter e assim que tiverem conquistado um pouco do respeito que conquistei das pessoas que me conhecem e têm a liberdade de me criticar, estarão à altura de ouvir palavras da minha boca.

Enquanto isso não acontece, conformem-se com sua insignificância e permaneçam aí em baixo.

São Luis – Fim de mundo

Por Jeisael Marx

Durante algum tempo resisti a comentários e piadas do tipo que diziam ser São Luis um “fim de linha”. Com um mixto de frustração, raiva e constrangimento, devo agora me render. Não sem antes -repito- ter resistido bravamente e ter defendido nossa capital-fim-de-mundo.
Mas não tem jeito. O que acontece no mercado local merece um estudo de caso. Quando alguém precisa comprar um equipamento um pouco mais acima do básico, não encontra em nenhuma loja. Eu tô falando de coisas “um pouco acima do básico”, (e, às vezes, até o básico mesmo) não de tecnologia de ponta. A desculpa dos lojistas é de que não há oferta porque o mercado local não tem demanda. Será? Será que não é a demanda que não existe porque não há a oferta?
É preciso quebrar esse ciclo. Os empresários precisam ter coragem de investir. E aí a gente vai deixar de pedir de São Paulo e de outras praças e comprar aqui mesmo, gerando riqueza, emprego e renda na nossa amada Upaon-açu. Não adianta ficar com essa desculpa esfarrapada de que não há demanda. Os senhores já se perguntaram por quê então os consumidores de produtos de tecnologia compram lá fora?
Agora também não adianta nada querer os “olhos da cara” em troca de colocar tais produtos no mercado local, que é o que acontece com os poucos que se aventuram a disponibilizá-los em suas prateleiras. Aí encalha, né amigo? Lembre-se que hoje existe internet, e todo mundo pode pesquisar quanto custa o mesmo equipamento em outras praças. Desse jeito não vai vender mesmo.
Falando em internet, esse é outro ponto fraco, fraquíssimo, das empresas locais. Diante das possibilidades de negócio e do retorno, é tão barato investir num sitio na web e atender não somente a praça local, que é o que a grande maioria das empresas de fora faz. Ou será que o empresário pensa que o consumidor vai adivinhar com uma bola de cristal que ele tem este ou aquele equipamento pra vender?
Muitas lojas até deixaram de existir fisicamente com o advento da internet e se tornaram e-commerce. Conheci barracas em shoppings populares em São Paulo, com espaços não maiores que 4 metros quadrados, vendendo coisas inpensáveis até para as maiores lojas de tecnologia e informática em São Luis. O negócio deles é todo baseado na rede mundial de computadores.
Abram os olhos, senhores lojistas. Há consumidores sedentos por produtos além do “feijão-com-arroz” de suas vitrines e prateleiras. Dêem-nos o filé.

Briga de tolo

Por Jeisael Marx
Não dá pra entender as “briguinhas” existentes entre os companheiros que trabalham em rádio em São Luis. É uma tolice sem tamanho. Só porque fulano trabalha na rádio “A” e beltrano na rádio “B”, viram inimigos. Os caras compram uma briga que nem deles é. Os donos de rádio tem relações amistosas e muitas vezes até negócios em comum, e os tolos ficam brigando entre si, jogando piadinhas no ar, falando mal uns dos outros e por aí vai.
Amanhã ou depois o sujeito sai (ou é demitido) da rádio onde trabalha – até porque ele não é dono, né? – e, sem emprego, vai bater na porta da outra rádio da qual ele desdenhava no ar e até alimentava sentimentos mesquinhos em relação aos seus profissionais. E olha que ja vi muuuuuito isso acontecendo.
.
Nada melhor do que, no mínimo, manter uma boa relação com seus colegas de emissoras concorrentes. Não confunda concorrente com inimigo. Amanhã o profissional da outra emissora pode vir a ser seu colega e dividir o mesmo espaço de trabalho com você. E o dono da rádio não tá nem aí. Ele só quer você lá enquanto tiver dando resultado (e tá corretíssimo).
.
Não compre briga que não é sua, deixe a batalha só pela audiência. Trabalhe com afinco, vista a camisa da emissora, dedique-se, mas, lembre-se: você é só mais uma peça do xadrez e não o dono do tabuleiro. Coloque-se no seu lugar.

“…amizade é um dom que muitos possuem, mas poucos sabem cultiva-la…”

Paixão é um veneno

Por Jeisael Marx

Nenhum projeto deve ser tocado com muita paixão. E falo de paixão no sentido romântico da coisa. A paixão nos cega e não nos permite ter a imagem real da situação. Assim como na vida pessoal a paixão por vezes arruína o ser humano, na vida empresarial acontece o mesmo. Se a paixão não for correspondida, aí é que ferra mesmo.

Quando o empresário, apaixonado, deixa de ver que seu ramo de atuação ta indo pro buraco, por exempo, continua apostando, colocando seu dinheiro no fogo, e não percebe que é hora de abandonar o barco. Tudo porque tem uma visão apaixonada do seu negócio. E acha que “desistir” é jogar fora o tempo e o dinheiro investidos.

É preciso ser racional e ter coragem de enxergar a realidade. Não se pode mentir para os números. Meu bom e velho professor Murta sempre dizia que “empresa é uma função matemática. Se não tá dando lucro, larga ela de mão e muda de ramo.”

Existe uma coisa no empreendedorismo chamada velocidade estratégica. Significa saber a hora de avançar, de parar ou até mesmo de recuar. Mas a paixão impede que se tenha coragem de parar ou de recuar. Essa droga de paixão.

Nenhum projeto de vida pessoal ou profissional deveria ser levado pela cegueira da paixão. Aqueles que se dizem apaixonados pelo que fazem podem até querer me crucificar. Mas a verdade é que a paixão aprisiona, adoece, destrói, enlouquece. Melhor seria então ser um amante do que se faz, ter amor pelos seus projetos. Ao menos o amor não te transforma num ser irracional. E quem acha que o amor é cego, engana-se; a paixão, essa sim, é cega.

Pior é que todos nós nos apaixonamos. Ou pelo menos corremos o risco.

“Por onde a paixão passa, sobram rastros de dor, tristeza e arrependimento posterior. “

Endereço de email pode revelar personalidade


Uma nova pesquisa alemã apontou que o endereço de email escolhido por um internauta pode revelar traços de sua personalidade, um obstáculo para quem quer se esconder por trás de uma identidade virtual.
O site NewScientist informou que a pesquisa foi realizada na Universidade de Leipzig, na Alemanha, por uma equipe liderada pela pesquisadora Mitja Back, e pediu a um grupo de 100 estudantes que tentassem analisar as personalidades de 600 adolescentes olhando seus endereços de email.
A maior parte das opiniões foi semelhante quando se tratava de traços de personalidade como narcisismo, receptividade e consciência, entretanto foi divergente no que dizia respeito à extroversão. Os pesquisadores notaram que as impressões continham, sim, certo grau de validade.
Os endereços que mais entregaram a personalidade de seus proprietários normalmente possuíam pontuação, números ou ainda nomes que eram obviamente falsos. Para Sam Gosling, da Universidade do Texas, o estudo é mais uma amostra de que a personalidade aparece em quase tudo que é feito.
Os resultados e métodos empregados na pesquisa foram publicados na mais recente edição do Journal of Research in Personality.
Por Rodrigo Martin de Macedo do Yahoo Notícias

Um dia diferente (??)

Por que hoje seria um dia diferente?

Hoje é só mais um dia comum.

Um dia de trabalho, de preocupações.

Um dia de contas a pagar, outras a receber.

Hoje é só mais um dia comum.

Quisera eu poder reunir todos os meus amigos hoje

Mesmo aqueles que passaram brevemente pela minha vida

Quisera poder voltar no tempo, nascer novamente

Faria tudo que fiz de novo, só que de um jeito diferente

Mas hoje é só mais um dia comum

Quisera poder hoje resgatar a inocência de ser criança

E experimentar as sensações de fazer tudo sem culpa

Quisera eu, somente hoje, não ter com o que preocupar-me

Entretanto, hoje é só mais um dia comum

Só não posso me furtar de desejar receber um abraço

Um não. Muitos abraços.

Quisera até ter mais dois braços para abraçar-me

Neste dia comum, preciso orgulha-me de ser Eu

De ter vivido esses vinte e nove anos

Desde aquele dezoito de abril de 1979

Aquele sim foi um dia especial. E Deus sabe que foi.

Hoje, não. É só mais um dia comum.

Jeisael Marx