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Os esqueletos no armário podem assombrar Braide novamente em 2018

Os esqueletos que assombraram o deputado Eduardo Braide nas eleições de 2016 por hora parecem estar adormecidos. Mas só parecem. Braide sabe disso. Entretanto, tamanha é sua vaidade, está tentado a aceitar fazer parte do “laranjal” dos Sarneys – a quem tanto negou nas eleições passadas – para entrar da disputa das eleições de 2018 apenas para ajudar Roseana Sarney.

Acontece que bateu o desespero no clã. Para tentar levar a eleição de governador ao 2º turno, o velho oligarca José Sarney, obcecado pela retomada do poder no Maranhão, deflagrou a “Operação Laranjal”. A tática consiste em não deixar Roseana enfrentar o governador Flávio Dino sem que ela tenha o apoio de meia dúzia de laranjas.

A aposta era que o senador Roberto “Asa” Rocha pudesse deslanchar agora e chegar em 2018 como o principal laranja. Mas, depois que Asa de Avião mostrou toda sua inconsistência e despreparo atacando famílias de adversários e dando pitis, colocou em dúvida se ele seria o melhor nome para encarar o papel de laranja mor.

O Sarney, que não é bobo nem nada, enxergou na imensa vaidade de Eduardo Braide o parceiro ideal. Braide está sendo todos os dias estimulado a entrar nessa aventura, só para satisfazer os caprichos de Roseana e apaniguados. Braide se acha o inteligentão, o bonzão, e Sarney está sabendo se aproveitar dessa síndrome de eu-sou-o-melhor-do-melhor-do-mundo que Braide carrega.

Não custa nada lembrar que o deputado enfrentou uma eleição de prefeito na condição de “café com leite”, correndo por fora, e só chegou onde chegou principalmente por erros dos adversários Wellington do Curso e Elisiane Gama. Quem não lembra? Em três dias, Braide conseguiu chegar ao 2º turno, como uma surpresa, sem ser atacado pelo adversários e com um discurso de não-politico, devidamente orientado pelo seu marketeiro, negando, inclusive, o apoio da família Sarney.

Embalado pelo fator-surpresa, chegou a abrir 10 pontos de vantagem sobre Edivaldo, e caminhava para uma avassaladora vitória. Vaidoso, crente que ninguém mais lhe tomava a cadeira de prefeito, comportou-se de forma arrogante e precipitada, tendo sido criticado pelos próprios colegas de parlamento. Perdeu.

A realidade se impôs. O jovem parlamentar Braide começou a se defrontar com esqueletos guardados no armário. A Máfia de Anajatuba, na qual seus assessores mais próximos ocupavam papel de destaque em esquemas de desvios de dinheiro público e acabaram presos veio à tona. O próprio pai citado pela Polícia como chefe do esquema.

Até hoje ainda se ouvem vozes de gravações já reveladas e outras que estão por aí, ao ponto de aparecer a qualquer momento. Segundo se falam nos bastidores na Assembleia, há coisas piores a serem reveladas. Caso Braide resolva cair no canto da sereia do coronel Sarney, poderá ter de enfrentar esqueletos ainda mais assustadores.

É óbvio que, começada a batalha eleitoral, o grupo Sarney será o primeiro a abrir caminho aos ataques a Braide, já que seu papel seria apenas o de bucha de canhão. O blog sabe exatamente o que passa pela cabeça de Eduardo Braide neste momento em que ele está a ler este texto. Nada mudou. É o mesmo Braide autossuficiente, arrogante e prepotente que todos conheceram nas eleições de 2016. E será, mais uma vez, isso a sua desgraça.

A vaidade conduzirá Eduardo Braide ao precipício.

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