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Operação Manzuá – Tem gente chiando com o toque de recolher.

Tenho vários amigos empresários que estão uma arara com a operação Manzuá. Não só pelo fato de terem de encerrar suas atividades às duas da manhã, o que tem lhes trazido prejuízos. Mas andam reclamando principalmente do tratamento que estão recebendo.
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Contam que alguns dos agentes da fiscalização estariam chegando em seus estabelecimentos com deus-na-barriga, arrotando arrogância e má educação, abordando em tom de ameaça.
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É bem verdade que as reclamações podem até chegar um pouco amplificadas pela revolta dos empresários com os prejuízos sofridos. Tem doído muito no bolso e o grito de dor é proporcional.
Mas eu tive a oportunidade de presenciar uma dessas blitzen na madrugada de sexta-feira, quanto ia tomar um caldinho lá na ponta da areia por volta de 1 e 50 da manhã. Confesso que fiquei pasmo com a abordagem.
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Não sei quem era aquele sujeito que dizia algo mais ou menos assim: “tu vai ver se a blitz voltar aqui e tu ainda tiver aberto. Fica aberto pra tu ver o que vai acontecer”.
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Gente, aquilo não existe. Se é pra humilhar é outra história.
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E logo que o comboio saiu, a reclamação foi geral. Ouvi um casal do Rio de Janeiro comentar que já era a segunda vez que eles estavam sendo obrigados a deixar um estabelecimento por conta da Manzuá. Contaram-me que um dia antes foram obrigados a deixar um bar na Litorânea. Estavam bastante chateados.
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Também pudera. A galera aqui tá acostumada a sair de casa já pertinho de meia noite. O dono do bar ou da casa de show só tem até 2 da manhã pra faturar. Fica complicado.
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Não sou contra a operação não. Pelo contrário.
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Tem de por as coisas em ordem mesmo. Só não pode haver exageros.
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