Obra mal feita: canais do Jambeiro não resolvem alagamentos

Risco diário: Moradores do jambeiro em perigo por conta de obra da Prefeitura

Moradores do bairro Jambeiro acionaram nossa reportagem para denunciar a situação em que se encontram os canais de macrodrenagem inciados dentro do Programa de Recuperação Ambiental e Melhoria de Qualidade de Vida da Bacia do Bacanga.

Financiado pelo Bando Mundial (Bird), o chamado Projeto Bacia do Bacanga teve início ainda na gestão de João Castelo, numa parceria firmada com o Governo Federal, com um aporte total de R$ 65 milhões. No âmbito do programa estariam incluídas várias obras como o Canal do Rio das Bicas, construção de unidades habitacionais, como o residencial Piancó, urbanização, infraestrutura urbana da região, reforma do estádio Cardosão. Somente a obra de macrodrenagem com quatro canais no Jambeiro teria o custo de R$ 2.246.695,48

Os serviços começaram ainda em 2012, com Castelo, pararam por um tempo, e reiniciaram em 2013 na gestão Edivaldo. A promessa era beneficiar as áreas do Sá Viana, Jambeiro, Piancó e comunidades próximas com o fim dos alagamentos. Os quatro canais totalizariam 960 metros de extensão, mas os moradores reclamam que o serviço não foi concluído. Além disso, a parte construída não resolveu os problemas de alagamentos porque foi mal feita. A estrutura é composta por pedras brutas e uma malha galvanizada, que em grande parte já foi tomada pelo mato, além de acumular lixo. Não existe concreto no fundo do canal.

 

A construção para antes do fim do canal

Durante as chuvas, o problema é ainda mais grave, pois o canal transborda, levando esgoto in natura para as casas próximas e oferecendo riscos às crianças, que, inocentemente, se arriscam ao tomar banho no local.

Pontos de esgoto colocam em risco a saúde

“Eles disseram que iam fazer uma Bacia do Bacanga, uma área de lazer, mas não é isso que está acontecendo. Quando chove a água entra nas casas de nós que moramos no jambeiro, nós não somos porcos para morar na lama”, indigna-se Ana Márcia Campos.

Os moradores também relatam outros problemas, como a falta de um posto de saúde e até mesmo uma feirinha. “Aqui nós somos umas pessoas esquecidas, aqui nós não temos uma feira, não tem um posto médico, não tem esgoto…”, lamenta a dona de casa Maria de Fátima Moraes

Como forma de tentar amenizar o problema de travessia do Canal, moradores chegaram a iniciar, em regime de mutirão, a construção de uma ponte. As obras foram interrompidas por falta de recursos financeiros, disseram.

 

Veja a reportagem em vídeo:

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