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“O nosso acordo é a lei”, afirma secretário da Sejap sobre suposta negociação com facções

Em entrevista ao blog do Minard, o secretário de Administração Penitenciária (Sejap), Murilo Andrade, rechaçou as declarações dadas pelo advogado Luís Pedrosa, de que o governo do Estado teria negociado com facções criminosas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Para Murilo, o episódio tratou-se de um factoide com o objetivo de desmerecer trabalho realizado pela secretaria nos presídios do Estado. “Não existe fundamento. O trabalho que está sendo feito por uma equipe de quase 3 mil pessoas está incomodando muita gente. Quando se cria um factoide tem-se que ser mais específico. Não houve acordo, houve cumprimento da lei que vai de encontro àquilo que os Direitos Humanos defendem”, afirmou.

Ainda sobre a declaração de Pedrosa, o secretário afirmou que o que houve na verdade foi a separação de alguns presos em Pedrinhas, prática comum em presídio de todo o país. “As pessoas falam que ao dividir as unidades isso seria entregar a unidade para as facções. Mas que a gente faz hoje em Pedrinhas é feito em muitos estados do Brasil. O que existe hoje é uma separação física. No passado o que existia era facção de um lado e outro guerreando o dia todo com armas e com tudo”.

Há um ano à frente da Sejap, Murilo Andrade, que já atuou como  subsecretário de Administração Prisional de Minas Gerais, falou ainda sobre o reforço das ações realizadas nos presídios do Estado, como no caso das revistas, que estão sendo feitas até mesmo nos servidores. “Se a gente for pegar o número de celulares apreendidos no início da gestão do que é apreendido agora o final de um ano é ridículo…rotineiramente está sendo feita revistas. Nós temos hoje um grupo que roda em Pedrinhas para fazer o controle desse material ilegal. E nós estamos também fazendo a revista dos servidores”.

 

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