Publicidade

O destino de Luis Fernando está nas mãos do velho Sarney

A situação não está fácil para o clã Sarney. Acostumado a navegar em águas tranquilas quando se trata de se manter no topo do poder no Maranhão, o grupo agora ver escorregar por entre os dedos a eleição indireta na Assembleia caso Roseana Sarney abandone o governo e corre o risco, como nunca, de perder as eleições tanto pra governador quanto para senador em outubro.

Indicação de que a coisa tá feia pro lado da oligarquia é a presença do senador José Sarney (PMDB) para resolver questões políticas importantes. É sempre assim, o velho Sarney só dá as caras quando o bicho pega. Desde esta quinta-feira (27), Sarney está no Maranhão se movimentando em torno dos impasses envolvendo o grupo político da família.

Várias reuniões estão marcadas com aliados, deputados estaduais e federais durante o carnaval para tentar resolver o problema que se tornou a eleição indireta na Assembleia Legislativa. Roseana Sarney (PMDB) abandona o governo em março para tentar se eleger senadora, mas quer impor à Assembleia o nome de Luis Fernando (PMDB) como governador tampão. Mas, os deputados parecem querer Arnaldo Melo na cadeira número 1 do Palácio.

Sarney, então, pretende conversar pessoalmente como cada aliado, para depois decidir se o grupo seguirá mesmo com Luis Fernando Silva ou se acompanha Arnaldo Melo (PMDB) na disputa pelo mandato-tampão. Político experiente, o senador Sarney não está disposto a dar murro em ponta de faca no final da vida pública. Por isso mesmo, quer também sondar as possibilidades do senador João Alberto (PMDB), visto como um nome mais competitivo e com reais condições de concorrer ao governo do Estado.

Para quem pensa que tá tudo resolvido no grupo Sarney, a presença do 'velho' demonstra que não é bem assim. Ainda tem muito nó pra desatar. E ninguém garante que Luis Fernando será de fato candidato. Há, inclusive, em andamento uma possibilidade que nada tem a ver com candiatura ao governo sendo costurada para acomodar o ex-prefeito de Ribamar. Mas, essa é outra história.

 

Busca