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“Não é o momento de rasgar dinheiro”, diz Flávio Dino sobre boicote de Bolsonaro ao Fundo Amazônia

Nesta terça-feira, 27 de agosto, durante reunião com os governadores da Amazônia Legal, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) teve que ouvir duras indiretas do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que criticou, de forma diplomática, o que ele chamou de postura “extremista” do Governo Federal em relação ao crescimento vertiginoso de focos de queimadas na floresta amazônica.

Dino defende que discursos antiambientalistas não vão proteger o país, ao contrário, “vão expor o Brasil”.

“Há uma posição clara de alguns governadores para que não haja uma espécie de terrorismo contra índios, ONGs, quilombolas e unidades de conversação, porque isso, em primeiro lugar contraria a Constituição, em segundo lugar, contraria as leis, e em terceiro lugar, contraria o interesse brasileiro, porque expõe o Brasil a um isolamento indesejável”, frisou o governador em entrevista coletiva após a reunião com Bolsonaro.

Flávio Dino avalia que o momento requer amplo diálogo e que é necessário “alavancar recursos de onde eles vierem”, em alusão ao boicote de Bolsonaro ao Fundo Amazônia. O Fundo corre riscos devido a impasses entre nações doadoras, como a França, Noruega e Alemanha, que sinalizaram cortes nos repasses caso o governo Bolsonaro descumpra compromissos ambientais.

Dino disse que “não é o momento de rasgar dinheiro” e que apoio internacional não significa perda de soberania nacional.

“Nós precisamos manter o controle sobre esses fundos no Brasil, porém não é sensato rasgar dinheiro. Essa é uma sabedoria popular, quem rasga dinheiro é uma pessoa insensata. Se temos recursos disponíveis e temos um problema nós temos que usar esse dinheiro para resolver esse problema”, ressaltou Dino.

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