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Maranhão apresenta o maior crescimento de mortes por armas de fogo do país nos últimos dez anos

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O legado deixado pela família Sarney ainda assombra o Maranhão. De acordo com o “Mapa da Violência” divulgado está semana, no estado, houve um crescimento de 331,8% no número de casos de mortes por armas de fogo entre 2002 e 2012, o maior do país. O estado é seguido por Amazonas, com índice de 298,2%, seguido do Ceará, que registrou 287,9%. No Brasil, o crescimento no mesmo período foi de 11,7%.

De acordo com o estudo, o Maranhão ainda figura no topo do ranking dos estados onde mais morrem jovens (com idade entre 15 e 29 anos) também por arma de fogo. O índice maranhense chega a 462,10% entre 2002 e 2012. Somente no último ano do estudo, foram registrados 697 óbitos de jovens ante 24.882 em todo o país (10,7%).

Com o crescimento assustador  no índice de mortes por arma de fogo, o estado ocupa hoje a 18ª colocação nesse tipo de mortalidade. Alagoas detém o primeiro lugar, com taxa de de 55,0 (por 100 mil habitantes). Roraima, o último, com 7,5 (por 100 mil habitantes). Em 2002, o Maranhão chegou a ocupar a última colocação no ranking: 27º lugar, com taxa de óbito por armas de fogo de 4,9 (por 100 mil habitantes).

Crescimento também na capital 

São Luís também apresenta números aterradores. Ainda de acordo com o estudo, a capital maranhense teve o maior aumento (de 316%) entre as taxas de homicídio das capitais do país (de 10,6 mortes a cada 100 mil pessoas, em 2002, aumentou para 44,1 a cada 100 mil em 2012). São Luís ocupa o 8º lugar no ranking nacional. Em números absolutos, a cidade teve 96 assassinatos em 2002 (51 destes, jovens entre 15 e 29 anos) e 458 (294 jovens) em 2012.

O estudo foi divulgado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Os dados do levantamento, realizado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, são do Subsistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. O SIM é baseado nas declarações de óbito expedidas no país, contendo local e características das vítimas, como idade, cor e gênero.

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