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Líder do governo na Câmara Federal defende taxação de grandes fortunas para ajuste fiscal

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O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE) [foto], defendeu nesta segunda-feira (16) a taxação das grandes fortunas como uma das medidas para garantir o ajuste fiscal proposto pelo Executivo.

“Temos de avançar na taxação das grandes fortunas e grandes heranças e dos grandes rentistas no exterior. O que o governo tem de preservar é o setor produtivo”, afirmou.

Guimarães falou que não é possível dar perenidade e qualidade nas políticas públicas nas diversas áreas sem garantir o financiamento. O Imposto sobre Grandes Fortunas está previsto na Constituição, mas não foi regulamentado até hoje. A Câmara dos Deputados tem 12 propostas sobre o tema em tramitação – a mais antiga (PLP 202/89) é de 1989 e está, desde dezembro de 2000, pronta para ser votada em Plenário.

Sobre os protestos do fim de semana, em que milhares de pessoas foram às ruas, Guimarães falou que é essencial o governo dar uma resposta. Ele ressaltou a importância de se votar a reforma política. De acordo com Guimarães, a culpa de a reforma política não ter sido votada até hoje é do Congresso e não do governo. Em 2013, o Executivo mandou uma proposta de reforma política como resposta às manifestações de junho de 2013, mas o tema não prosperou no Legislativo.

Na sexta-feira (13), houve manifestações a favor do governo Dilma e, no domingo (15), aconteceram protestos contra o Executivo federal, que reuniram mais de 2 milhões de pessoas nas capitais e em cerca de 160 cidades do País.

Leia a íntegra da proposta: PLP-202/1989

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