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Lava Jato: nome de Roseana Sarney na lista do “money-delivery” do Petrolão

Roseana Sarney deve estar roendo as unhas

A revista Veja traz reportagem onde revela que o doleiro Alberto Youssef criou uma lista de “clientes especiais” que recebiam propina em domicílio da quadrilha que desviou bilhões da Petrobras na última década. Apelidado de “money delivery”, o esquema de entrega acabava protegendo os corruptos que recebiam a grana.

Políticos e empresários mais influentes tinham o privilégio de receber o dinheiro sujo em apartamentos e escritórios ou em quartos de hotéis, como aconteceu em São Luís, no dia em que o doleiro Youssef foi preso no Hotel Luzeiros, após entregar R$ 1,4 milhão a um emissário de João Abreu, chefe da Casa Civil de Roseana Sarney.

Roseana Sarney e João Abreu

A entrega de propina através do “money delivery” funcionava também no exterior, sem deixar rastros. O serviço era comandado de forma discreta pelo braço-direito do doleiro, Rafael Ângulo Lopez. Conhecido como “Homem das boas notícias”, ele era recebido com festa pelos corruptos atendidos com a “entrega em domicílio”, e cruzou o país de norte na sul na última década com verdadeiras fortunas em cédulas escondidas sob as roupas.

Rafael Ângulo, o entregador

A queda do esquema com a Operação Lava Jato, transformou Ângulo num homem-bomba, pesadelo para os agraciados da corrupção. Ele fechou um acordo de delação premiada com a Justiça para entregar às autoridades a lista completa dos políticos que receberam as suas entregas. Os depoimentos de três meses acabaram de chegar à mesa do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), para serem homologados.

Entre os políticos que constam na lista de “clientes especiais” estão os nomes da ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney; do senador Fernando Collor de Melo; do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto; assim como de ministros do governo Dilma Rousseff e de deputados federais.

A reportagem de Veja revela que Rafael Ângulo confirmou em interrogatório os nomes dos corruptos que usavam seus serviços, e que há farto material probatório “para levar ao cadafalso alguns desses figurões da República”. Nos depoimentos ele relacionou datas, endereços e valores das entregas.

A partir de informações detalhadas, os procuradores que o interrogaram reconstituiram alguns dos trajetos de Ângulo, e esperam provar na etapa final do processo 'quando, onde e como' as remessas de dinheiro sujo foram entregues. Há descritos do delator que impressionam pela riqueza de detalhes da intimidade do poderosos.

 

 

 

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