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Lava Jato: emissário de João Abreu que recebeu propina no Maranhão será convocado a depor na CPI da Petrobrás

Chefe da Casa Civil de Roseana Sarney, João Abreu é acusado de receber propina de R$ 3 milhões

 

O corretor Marco Antônio de Campos Ziegert, que acompanhava Alberto Youssef em São Luís (MA) no dia em que o doleiro foi preso pela Polícia Federal, será convocado a depor na CPI da Petrobrás. O pedido de convocação foi feito pela deputada federal Eliziane Gama (PPS) e aprovado pela Comissão. Ziegert foi o emissário de João Abreu, ex-chefe de gabinete da Casa Civil de Roseana Sarney, no recebimento de parte da propina no caso dos precatórios.

A revelação foi feita por Youssef no depoimento de acordo da delação premiada, onde conta que teriam sido pagos R$ 3 milhões a João Abreu por conta do acordo entre o governo de Roseana e as empresas UTC e Constran para pagamento de precatórios no valor de R$ 113 milhões, que gerariam uma “comissão” de R$ 10 milhões.

O doleiro contou como foi pago o dinheiro a Abreu. Primeiro, duas parcelas de R$ 800 mil foram levadas por Adarico Negromonte, Rafael Angulo e mais uma terceira pessoa cujo nome não se recorda. A outra parcela de R$ 1,4 milhão, Youssef afirma ter levado pessoalmente, exatamente, na data em que foi preso no hotel Luzeiros em São Luís, quando deflagrada a Operação Lava Jato.

O dinheiro, segundo Youssef, foi entregue no hotel para Marcos Antonio Ziegert, a quem já conhecia e que havia lhe apresentado João Abreu. O doleiro foi até o quarto onde estava Marco Antônio e entregou a ele a mala com o dinheiro e uma caixa de vinhos para presentear o chefe da Casa Civil de Roseana Sarney. Youssef saiu do hotel algemado pela Polícia Federal.

Youssef preso em São Luís

 

 

 

 

 

 

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