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Justiça prorroga prisões de suspeitos de agiotagem no Maranhão

O empresário Josival Cavalcante da Silva (foto), mais conhecido como "Pacovan" é apontado como agiota pelas investigações.

Um dos presos, o empresário Josival Cavalcante da Silva (foto), mais conhecido como “Pacovan” é apontado como agiota pelas investigações.

As prisões temporárias realizadas nas operações “Mahajara” e “Morta-Viva”, que investigam os crimes de agiotagem no Maranhão, foram prorrogadas pela Justiça. Assim, devem continuar detidos os prefeitos de Bacuri, Richard Nixon dos Santos; de Marajá do Sena, Edvan Costa; o ex-prefeito de Zé Doca, Raimundo Nonato Sampaio, o Natim; e o ex-prefeito de Marajá do Sena, Perachi Farias.

Outro preso que também teve a prisão prorrogada foi Josival Cavalcanti, o Pacovan. Apontado nas investigações como agiota, ele teve ainda cerca de R$ 7 milhões apreendidos pela polícia, a pedido do Ministério Público.

Já Francisco Jesus Silva Soares e Rui Clemêncio Barbosa foram liberados após prestarem depoimento.

De acordo com o delegado-geral Augusto Barros, as prisões dos suspeitos foram prorrogadas por mais dez dias a pedido da polícia e do Ministério Público para que as investigações prossigam sem a interferência dos investigados.

Já o delegado Roberto Fortes, responsável pelas operações, afirmou que a movimentação financeira da organização é intensa. “Somente na casa do Pacovan, foi aprendido um cheque no valor de R$ 800 mil, sem contar o montante em torno de R$ 7 milhões depositados nas contas de pessoa física e jurídica do agiota”, disse.

Investigações

As operações “Mahajara” e “Morta-Viva” estão investigando uma rede de agiotagem que atuava em alguns municípios do Maranhão. Segundo a polícia, estima-se que um total de R$ 100 milhões tenham sido desviados pelo grupo que atuava em 42 prefeituras pelo estado.

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