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JN mostra atuação de Sarney e João Alberto para salvar criminosos e barrar Lava Jato

A divulgação dos áudios gravados pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, de conversas feitas entre ele e o ex-presidente José Sarney, colocam o líder da mais antiga oligarquia no país no centro de uma das maiores investigações contra a corrupção já festa no Brasil: a Lava Jato.

Uma matéria do Jornal Nacional da última quinta-feira (26), mostrou que Sérgio Machado teria pedido a Sarney ajuda para barrar novas delações na Lava Jato e proteger políticos investigados. Em resposta, o ex-presidente teria afirmado que ajudaria Machado a não ser preso. Sarney teria sugerido ainda, juntamente com Machado, a aproximação de um grupo de políticos do PMDB a ministros do STF na tentativa de barrar as investigações.

Em uma outra conversa também entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR), Machado gravou uma conversa em que Sarney e o presidente do Senado, Renan Calheiros, discutiam sobre formas de como se aproximar dos ministros do STF.

Diante de relatos de Machado de que havia “insinuações”, provavelmente do Ministério Público Federal, por uma delação premiada, José Sarney se mostrou preocupado com a possibilidade e disse a ele que “nós temos é que conseguir isso [o pleito de Machado]. Sem meter advogado no meio”.

O ex-presidente ressaltou que “advogado não pode participar disso”, “de jeito nenhum”, porque “advogado é perigoso”. “Nós temos é que fazer o nosso negócio e ver como é que está o teu advogado, até onde eles falando com ele em delação premiada”, indicou Sarney, segundo a Folha de São Paulo.

A intenção de Sarney era simples: evitar que o assunto ganhasse repercussão. O oligarca demonstra desconfiança na relação de confidencialidade entre cliente e advogado uma das principais regras éticas da categoria. Além disso, queria resolver a situação através do jogo político e das relações de interesse. Por ter se acostumado a viver por décadas no poder, Sarney utilizava advogados apenas por mera formalidade.

O presidente de honra do PMDB é habituado a pular tribunais e resolver seus problemas direto em órgãos superiores em que os ministros são escolhidos por indicação. Um exemplo foi a velocidade da cassação do ex-governador Jackson Lago. O processo não passou pela votação no Tribunal Regional Eleitoral, indo direto para o Tribunal Superior Eleitoral. Advogados, no caso, foram meros atores como o próprio Sarney bem trata a categoria.

Confira abaixo na íntegra a matéria do Jornal Nacional:

https://www.youtube.com/watch?v=mI-mU6agiOM

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