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Grupo Sarney-Lobão é maior beneficiário de esquema de propinas revelados na Lava Jato

Clãs Sarney e Lobão lideram as citações em delações premiadas e investigações da Política Federal.

Clãs Sarney e Lobão lideram citações em delações premiadas e investigações da PF

Blog do Garrone – No rol de políticos do PMDB implicados na Operação Lava Jato, os clãs Sarney e Lobão lideram as citações em delações premiadas e investigações da Política Federal. Fosse por meio de doações em campanhas eleitorais em caixa 2 ou por esquemas de propinas junto a grandes estatais federais, os chefes políticos que dominaram a política maranhense por meio século, foram os principais beneficiários do PMDB dentro do maior escândalo de corrupção do país.

Para se ter uma ideia do apetite da família Lobão, o ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão recebeu sozinho um quarto de toda a propina destinada ao PMDB. Em delação premiada, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado afirmou Lobão recebeu R$ 24 milhões de propina desviada da estatal. O valor representa quase um quarto de todos os recursos que Machado alega ter pago ao PMDB ao longo dos 11 anos em que esteve à frente da empresa, somando mais de R$ 100 milhões. Além de Edison Lobão, seus filhos Edinho e Luciano também são acusados de receberem recursos oriundos de propina

Já a ex-governadora Roseana Sarney teria recebido do doleiro Alberto Youssef, R$ 6 milhões em propinas por meio do então secretário-chefe da Casa Civil, João Abreu, em troca da liberação de precatório milionário para a empreiteira UTC-Constran.

O delator da Operação Lava Jato Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará, afirmou à Procuradoria-Geral da República que  Alberto Youssef lhe mostrou no final de 2013 um rascunho indicando “fluxo de propina” dividido em vários níveis, um deles identificado pela palavra ‘Leão’ – suposta referência ao Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão.

Outro delator da Operação Lava Jato, Rafael Ângulo, afirma que a propina paga à ex-governadora Roseana Sarney era entregue nas dependências do Palácio dos Leões. O delator fixava o dinheiro no próprio corpo para viajar entre São Paulo e São Luís, para entregá-lo a João Abreu.

O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado também afirmou aos investigadores da Operação Lava Jato que o ex-presidente da República e ex-senador José Sarney (PMDB) recebeu R$ 16,25 milhões em propina, pagos em dinheiro vivo, entre 2006 e 2014. Outros R$ 2,25 milhões em recursos obtidos de forma ilegal teriam sido pagos por meio de doações legais, totalizando R$ 18,5 milhões.

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