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Flávio Dino: depois de uma “guerra”, o primeiro governador “comunista” do Brasil

Eita, comunista arretado.

Em eleição histórica, Flávio Dino (PC do B) foi eleito governador do estado do Maranhão, neste domingo, 05. O comunista enfrentou árdua batalha durante o período de campanha eleitoral, numa das mais baixas disputas de poder já registradas.

Acusado de ser líder de quadrilha de assaltantes, acusado de estar por trás dos ataques a ônibus e do caos em Pedrinhas – aliás algo insano e que só pode permear uma mente doentia – , empurrado à força para dentro de um “furacão” (que se mostra apenas um sopro) envolvendo o presidente do Tribunal de Contas do Estado – TCE, Edimar Cutrim, em suposto esquema de tráfico de influência; acusado de bater no próprio pai, acusado de querer implantar um regime autoritário no Maranhão, vítima de boatos e até de falsificação de documento, achincalhado noite e dia pela mídia do grupo dominante (até então), chamado de canalha, de arrogante, de bandido, de safado e mentiroso, adjetivado da maneira mais chula possível e atingido em sua honra, Flávio Dino manteve-se firme, com uma campanha propositiva.

Um tipo de campanha sórdida, receita de sucesso de outras épocas, foi colocada em prática pelos adversários. Esqueceram apenas que os tempos são outros, o eleitorado se renovou, o candidato estava preparado em todos os aspectos. Deram com os burros n'água. Com uma equipe bem montada, Flávio respondia a cada investida com inteligência e sabedoria, e o povo entendeu o recado. Símbolo disso, uma personagem marcou a campanha do comunista pela espontânea manifestação. Um senhorinha humilde, que disparou diante da câmera: “só que agora a gente não tá mais besta não, a gente tá ficando sabido, viu?”

O “povo sabido” disse não ao grupo Sarney e elegeu o primeiro governador do PC do B no Brasil. Uma eleição histórica e cheia de simbologia. Agora é esperar que a mudança ocorra e que o Maranhão seja de todos nós.

 

Dino em entrevista coletiva depois da vitória. Ao lado do senador eleito, Roberto Rocha; do vice, Carlos Brandão; do pai, Sálvio Dino; do presiidente estadual do PC do B, Márcio Jerry; e do Prefeito Edivaldo.

 

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