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Flávio Dino critica desemprego e desinvestimento no Governo Bolsonaro: “eles não falam a palavra pobre”

 

Crítico costumaz do governo Jair Bolsonaro (PSL), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) voltou a questionar a eficácia da política econômica adotada pelo atual presidente.

Nesta terça-feira (2), em entrevista a um pool com 31 emissoras maranhenses de rádio, além de esclarecer pontos sobre sua gestão à frente da administração estadual, Dino se manifestou contrário à política de desinvestimento institucionalizada no Governo Bolsonaro, pautada na venda de ativos e em privatizações.

Para Flávio Dino, apesar da taxa de desemprego seguir em alta, como apontou Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada em fevereiro, o governo Bolsonaro insiste em frear investimentos públicos. O governador maranhense acredita que este tipo de condução econômica impacta negativamente na vida dos cidadãos.

“Eles não falam a palavra pobre”, disparou Dino. “O presidente da República está há 90 dias, quase 100 dias no cargo, e ele nunca pronunciou a palavra pobre, pobreza, combater a pobreza. Nem na posse e nem até hoje ele nunca falou em gerar emprego”, completo.

Desestatização e desemprego

Em janeiro, o executivo da Localiza, José Salim Matta Júnior foi nomeado secretário de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia de Bolsonaro.

“Criaram um cargo, uma das coisas mais inusitadas que eu já vi na minha vida. Imagina que existe uma pessoa que é paga com dinheiro público para cuidar hoje do não-investimento, para desinvestir e nós temos 14 milhões de desempregados”, ironizou.

Para o governador, a diretriz econômica do Bolsonaro é “errada” e investimentos públicos seriam medidas para geração imediata de empregos. “Essa política econômica está errada. Não é porque eu votei em A ou B, é porque ela está errada, segundo seus resultados”, lamentou Dino.

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